Foi por ­meio do ju­dô que um gru­po de pro­fis­sio­nais das ­mais di­ver­sas ­áreas en­con­trou o que mui­ta gen­te bus­ca quan­do es­co­lhe um es­por­te: qua­li­da­de de vi­da e con­di­cio­na­men­to fí­si­co. Em ­meio a crian­ças e ado­les­cen­tes, o gru­po trei­na ­três ve­zes por se­ma­na no Ca­na­dá ­Country Clu­be, e ga­ran­tem que a ar­te mar­cial fez to­da a di­fe­ren­ça na vi­da de­les, tra­zen­do be­ne­fí­cios ao cor­po e à men­te.
  En­tre os adul­tos, Pau­lo Qui­ne­la­to é o ­mais no­vo, tem 37 ­anos. Ca­pi­tão da Po­lí­cia Mi­li­tar, já ha­via trei­na­do ju­dô quan­do era ado­les­cen­te e re­sol­veu re­to­mar a ar­te mar­cial por re­co­men­da­ção mé­di­ca. ‘‘Eu de­sen­vol­vi uma hér­nia de dis­co e há um ano era di­fí­cil até pa­ra an­dar. Real­men­te foi mui­to bom pa­ra ­mim’’, con­ta Qui­ne­la­to.
  O pas­tor Don Car­los Ro­dri­gues Rei­na, de 41 ­anos, tem o fi­lho ao la­do pa­ra trei­nar. Jun­to com Lu­cas, de 14, co­me­çou a pra­ti­car ju­dô no iní­cio do ano. Já na fai­xa-­azul, Ro­dri­gues co­me­mo­ra os 10 kg que per­deu. Aos 45 ­anos, o ci­rur­gião-den­tis­ta Wil­son Ko­ba­yas­hi per­ce­beu me­lho­ras na pró­pria pro­fis­são. ‘‘O ju­dô aju­da mui­to na par­te de alon­ga­men­to e is­so pra mim que sou ci­rur­gião ­traz um gran­de be­ne­fí­cio, in­clu­si­ve evi­tan­do le­sões por es­for­ço ­repetitivo’’ ex­pli­ca Ko­ba­yashy.
  ­Além de be­ne­fí­cios à saú­de, os ju­do­cas tam­bém en­con­tra­ram no es­por­te uma opor­tu­ni­da­de pa­ra ali­viar o es­tres­se do dia a dia. A ami­za­de é ou­tra mo­ti­va­ção. ‘‘No ju­dô não se con­se­gue na­da so­zi­nho. Vo­cê pre­ci­sa de um com­pa­nhei­ro pa­ra pro­gre­dir, um opo­nen­te pre­ci­sa do ou­tro. Is­so ge­ra res­pei­to, in­te­gra­ção e tam­bém ­amizade’’, en­si­na Oka­no. Du­ran­te os trei­nos, adul­tos tam­bém in­te­ra­gem com os ­mais no­vos. Con­tan­do adul­tos, crian­ças e ado­les­cen­tes, a tur­ma tem cer­ca de 30 ju­do­cas.

● Arte marcial esportiva criada no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano. As lutas duram até 5 minutos. Vence o competidor que conquistar o ippon primeiro ou acumular o maior número de pontos com outros golpes


● Ocasionada pelo desgaste dos discos intervertebrais que acontece com o tempo e o uso repetitivo. Mais frequente nas regiões lombar e cervical, geralmente, a hérnia de disco é precedida por um ou mais ataques de dor lombar

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