DivulgaçãoPedro Paulo Diniz e equipe apresentam a nova Arrows para 98 Com a introdução de ‘‘Black Magic’’, na voz inconfundível de Frank Sinatra, e ‘‘Painted in Black’’, raivoso rock dos anos 60 dos Rolling Stones, a Arrows apresentou ontem, no Centro Tecnológico de Leafield, o primeiro carro da equipe assinado pelo projetista John Barnard. O Arrows A19, totalmente decorado na cor preta, tem linhas ‘‘limpas’’, o entre-eixos encurtado e uma revolucionária caixa de câmbio produzida em fibra de carbono. A maior novidade da equipe de Pedro Paulo Diniz, no entanto está no motor: a Arrows encerrou a parceira com a Yamaha e passou a fabricar o seu próprio V10. A mudança foi uma das exigências de Barnard, encarregado pelo dono da equipe, Tom Walkinshaw, de conduzir o processo de transformação da Arrows numa das grandes potências da F-1. A Ferrari é a única escuderia que também fabrica o próprio motor, além do chassi.
A ordem de apresentação dos personagens - Tom Walkinshaw, John Barnard, Pedro Paulo Diniz, seu companheiro Mika Salo e os pilotos de teste Emmanuel Collard e Stephen Watson - deixou clara a ascensão do brasileiro, depois de correr a temporada 97 como companheiro do então campeão Damon Hill. ‘‘O mais importante é que agora terei o carro reserva em ao menos metade das corridas. No ano passado, o carro era acertado para o Hill e só pude usá-lo em emergências’’, lembrou Diniz, que retomará hoje os treinos em Silverstone. Diniz estreará o chassi nº 2, usado na solenidade de ontem, enquanto o número 1 será submetido ao obrigatório teste de impacto lateral.
Diniz andou bem menos que os 3.000 quilômetros programados para a pré-temporada, mas já está convencido das qualidades da obra de Barnard. ‘‘Só três peças do carro 97 foram reaproveitadas. O A19 é completamente novo e tem incrível eficiência aerodinâmica, em especial nas curvas de alta’’, elogiou. Diniz disse que a chegada de Barnard representa uma garantia de avanço tecnológico para a equipe. ‘‘A Stewart também fez um câmbio em fibra de carbono, mas as soluções do Barnard foram geniais. O reservatório de óleo do câmbio e do motor foi para a frente do motor, diminuindo o entre-eixos e baixando o centro de gravidade. Toda a parte hidráulica foi deslocada para cima da embreagem, o que tornou possível baixar o capô e liberar a passagem do ar para o aerofólio traseiro’’, continuou.
Diniz andou bem menos que os 3.000 quilômetros programados para a pré-temporada, mas já está convencido das qualidades da obra de Barnard. ‘‘Só três peças do carro 97 foram reaproveitadas. O A19 é completamente novo e tem incrível eficiência aerodinâmica, em especial nas curvas de alta’’, elogiou.

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