Curitiba - A Polícia Civil de Cianorte (80 km a leste de Umuarama), vai investigar de quem é a responsabilidade sobre as arquibancadas tubulares colocadas no Estádio Albino Turbay. Na noite de quarta-feira parte das arquibancadas desabou deixando pelo menos 26 pessoas feridas. Cinco delas tiveram pequenas fraturas, mas já foram liberadas da Santa Casa de Cianorte, para onde foram levadas.
O acidente aconteceu pouco antes do segundo gol, que garantiu a vitória do Cianorte, por 2 a 1, sobre o Galo Maringá. As pessoas que estavam na parte superior caíram de uma altura estimada em cinco metros. As arquibancadas tubulares, com capacidade para cerca de mil pessoas, são colocadas e retiradas do estádio há cerca de três anos conforme a necessidade.
De acordo com o tenente Adriano Alves, do Corpo de Bombeiros, não havia liberação da corporação. Segundo ele, em todas as vistorias realizadas foi requisitada a documentação nomeando o engenheiro responsável, mas ela nunca foi apresentada.
A prefeitura, que é a proprietária do estádio, disse que a responsabilidade pelas arquibancadas era do clube. O diretor do Cianorte, Luiz Carlos Bersani, afirmou que tem laudos assinados por engenheiros que atestariam a segurança. Mas não falou com a mesma segurança sobre a liberação do Corpo de Bombeiros. ''Acredito que tinha a liberação porque eles mandavam ambulâncias'', tergiversou.
O tenente Alves respondeu que é obrigação da corporação ter ambulância em todo local onde há aglomeração de pessoas. ''Não podemos negar atendimento'', disse.
Interdição - O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR), Bortolo Escorssim, determinou a interdição preventiva do Estádio Albino Turbay, em Cianorte. Bortolo afirmou que os fatos são de suma gravidade e os responsáveis devem ser punidos.
Escorssim também pediu à FPF que encaminhe ao tribunal as laudos da vistoria realizada em Novembro pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, além do parecer da Comissão de Vistorias da FPF. Antes, o presidente da Comissão de Vistorias da FPF, Cirus Itiberê, havia interditado apenas as arquibancadas tubulares. Os demais setores estavam liberados, pois, foram avaliados e aprovados pela Comissão de Vistorias, em novembro de 2005. De acordo com Itiberê, durante essa vistoria não existia a ampliação.
No final da tarde, o Cianorte informou a FPF através de ofício, que prestou todo atendimento aos feridos. O clube também enviou cópia do Atestado de Responsabilidade Técnica (ART). A guia é recolhida em benefício do CREA-PR e serve como comprovante de que um engenheiro liberou a obra.

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