O presidente da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Armando Marques, não perdoou o erro do bandeirinha brasiliense Arnaldo Pinto, que anulou um gol legítimo do Corinthians no segundo jogo da decisão do Brasileiro. ‘‘Ele teve disenteria mental’’, afirmou, tentando ser imparcial no seu julgamento. ‘‘Gostaria muito de defendê-lo, mas não posso ir contra a verdade: o erro foi claro aos olhos de todo o mundo.’’ Arnaldo está suspenso. Armando não viu motivo para a falha do bandeirinha. ‘‘Não havia jogadores à sua frente que o impedissem de ver que Valdo, junto à linha de fundo, do outro lado do campo, dava condição a todos os atacantes do Corinthians na área’’. O presidente da comissão de arbitragem não gostou da atuação de Luciano. Para ele, o árbitro de Brasília se colocou mal em campo e prestou atenção demais nos detalhes. ‘‘Ele olhava sempre para os pés dos jogadores, preocupado em marcar todas as faltas’’, analisou.’’
Apesar de criticar a atuação da arbitragem no segundo jogo, Armando não aceitou as reclamações de dirigentes do Cruzeiro e do técnico do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, em relação à qualidade dos árbitros brasileiros. Os cruzeirenses querem vetar o sergipano Sidrack Marinho, um dos favoritos de Armando para o jogo final, por causa de sua atuação na primeira partida da decisão da Copa Mercosul, contra o Palmeiras. Armando confessou a amigos que não gosta do tom arrogante das críticas de Luxemburgo. ‘‘Ele esquece de que é empregado da CBF.’’ Armando anunciará hoje o árbitro da final e muitos apostam em Sidrack.

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