Arinélson conquista a liderança e o respeito dos companheiros
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quinta-feira, 27 de agosto de 1998
Edmundo Inagaki 
O meia Arinélson, 25 anos, mal chegou ao Paraná Clube e já é apontado como um líderes do time, dentro e fora de campo. No último dia 16, quando fez sua estréia com a camisa tricolor diante do Goiás, Arinélson foi o responsável pela vitória, marcando um belo gol em cima da hora. Foi o suficiente para conquistar a admiração da torcida e o respeito dos novos companheiros. No jogo seguinte, dia 19, contra o Bragantino, Arinélson e Fernando Diniz, outro meia recém-chegado, salvaram o Paraná da derrota, buscando um empate nos minutos finais.
Anteontem à noite, contra a Ponte Preta, a história se repetiu e a dupla Arinélson-Fernando Diniz só faltou suar sangue. Mas o gol de Luiz Carlos, nascido da troca de passes entre Luciano Viana e Arinélson, ao invés de servir de estímulo, surtiu efeito contrário e o Paraná parou em campo. Indignado com a apatia da equipe, Arinélson reclamou bastante da falta de solidariedade dos parceiros. Cobrei mais vontade do pessoal porque fizemos 1 a 0 e achamos que o jogo estava ganho. Não quis ofender ninguém, afinal todo mundo estava com a cabeça quente. Depois, com mais calma, pudemos conversar numa boa e chegamos à conclusão de que o negócio é gritar mesmo e chamar uns pelos outros em campo. O grupo está unido, querendo o melhor para o Paraná.
Nascido em Belém (PA), no dia 23 de janeiro de 1973, Arinélson Freire Nunes conta que passou 12 anos no futebol de salão por causa da concorrência nos gramados. Joguei de pivô e aprendi a driblar curto, pensar rápido e correr mais, pois na quadra não dá para ficar parado.
O meia quer repetir no tricolor os bons momentos vividos na Tuna Luso (96/97), Iraty e Santos, ambos em 97. Acho importante ajudar o Paraná conseguir a classificação entre as oito melhores equipes do Brasil. Esse é o objetivo e vamos lutar por ele.
A passagem discreta pelo Flamengo, no início do ano, não tirou o ânimo de Arinélson. Me faltou sorte e oportunidade no Rio de Janeiro. Machuquei o tornozelo e fiquei dois meses parado. Daqui a algum tempo, quem sabe, eu até tente novamente jogar por lá.


