Leipzig - Agora é tudo ou nada. O que aconteceu na primeira fase já é passado. Uma das sensações do Mundial até o momento, a Argentina entra em campo hoje (16 horas do Brasil) para enfrentar o México pelas oitavas-de-final, em Leipzig, como favorita, o que não quer dizer muita coisa em Copa do Mundo. A história está aí mesmo para provar que nem sempre o melhor vence. E os argentinos sabem disso como ninguém. Dizem que estão vacinados depois das últimas decepções e o comportamento dos jogadores desde o início da competiçào indica que eles aprenderam a lição. Não negam o favoritismo para o jogo de hoje, mas sabem que qualquer descuido pode ser fatal.
Do grupo que está na Alemanha, apenas o zagueiro Ayala e o atacante Crespo estiveram nas duas últimas Copas. Tanto no França quanto no Japão, a Argentina chegou como favorita e voltou mais cedo para casa. Decepção que Crespo e Ayala trazem dentro do peito e que só a conquista da Copa poderá apagar de vez. Eles sabem que está é a última chance que têm para entrarem na seleta galeria dos argentinos campeões mundiais. ''É matar ou morrer. Não há outra opção. E todos estamos conscientes disso'', garante Ayala, 33 anos e jogador mais experiente da seleção com 102 jogos.
Aos 30 anos, Crespo, com 31 gols, é o terceiro maior artilheiro da seleção argentino, atrás apenas de Batistuta e Maradona. Apesar de experiente, com passagens por grandes clubes da Europa, como Milan, Internazionale e Chelsea, só agora está disputando para valer uma Copa. Nas últimas duas, ficou à sombra de Batistuta e quase não teve oportunidade de mostrar seu talento para fazer gols fez um no empate de 1 a 1 com a Suécia, em 2002, resultado que eliminuou a Argentina.
''Mesmo assim, os Mundiais anteriores serviram para que eu soubesse o que é disputar uma Copa, o que isso representa para a carreira de um jogador. E, mais ainda, o que o povo argentino espera de nós'', afirma.
Apesar da boa atuação de Tevez no empate de 0 a 0 com a Holanda o corintiano foi eleito o melhor em campo Pekerman vai escalar a dupla de ataque que começou as duas primeiras partidas, com Crespo e Saviola, que só não enfrentaram os holandeses para evitar uma possível suspensão nas oitavas. A única alteração deverá ser a entrada de Coloccini no lugar de Burdiso, que está machucado.

ARGENTINA
Abbondanzieri; Coloccini, Ayala, Heinze e Sorín; Mascherano, Cambiasso, Maxi Rodriguez e Riquelme; Saviola e Crespo. Técnico: José Pekerman

MÉXICO
Sanchez; Rafa Marquez, Osorio e Salcido; Méndez, Torrado, Zinha, Pardo e Pineda; Borgetti e Fonseca. Técnico: Ricardo Lavolpe

Árbitro: Massimo Bussaca (ITA)
Estádio: Zentralstadion, em Leipzig
Horário: 16 horas

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