Berlim - Para a Argentina chegou a hora de usar seus maiores trunfos: a garra, o amor à camisa da seleção e o talento de seus jogadores. Com estes ingredientes, os argentinos acreditam que podem superar a até agora imbatível Alemanha e os quase 70 mil torcedores que lotarão o mítico Estádio Olímpico de Berlim para empurrar os donos da festa até às semifinais da Copa do Mundo. Um desafio dificílimo, mas não impossível para um futebol que já conquistou dois Mundiais e é respeitado onde quer que jogue.
''São duas grandes escolas, que se respeitam. Entraremos em campo em igualdade de condições. A verdade será conhecida com a bola rolando. E no fim, um dos favoritos para vencer a Copa ficará pelo caminho'', disse ontem o técnico José Pekerman.
A confiança e a tranquilidade de Pekerman não são gratuitas. Surgiram das conversas que vem tendo com os jogadores nos últimos dias. Todos estão concentrados na partida, sabendo que será uma decisão. Para muitos, o jogo mais importante de suas vidas até agora. E que uma vitória sobre os donos da casa dará à Argentina uma força descomunal para chegar à decisão. ''Lógico que chegar às semifinais não quer dizer que já estaremos na decisão. Afinal de contas, o favorito máximo ainda é o Brasil. Mas que estaremos muito próximos disso não há dúvida'', afirmou o treinador.
Se passar pela Alemanha, a Argentina já terá feito sua melhor campanha desde o vice-campeonato em 1990. A seleção de Pekerman igualou a de 98, que foi eliminada pela Holanda, nas quartas. (Agência O Globo)

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