Argentinos torcerão separados em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de junho de 2006
Jaime Kaster<BR>Reportagem Local 
A torcida argentina em Londrina não terá um ponto de encontro para torcer hoje para a sua seleção no confronto contra os alemães. A maior parte dos argentinos da cidade vive dispersa e cada um acompanha aos jogos do seu modo. Muitos são professores de espanhol e já estão inculturados no Brasil.
Um deles, Eduardo Frisa, 44 anos, que além de dar aulas no CCAA é supervisor de comércio exterior em uma indústria de refrigeração, mora há 12 anos em Londrina e é casado com uma brasileira. Seus filhos Paulo Vítor, 11 anos, e Isabelle, 8, nasceram na cidade e não puxaram o pai, que é torcedor do Boca Juniors e vibra e sofre com a seleção argentina. ''Tanto minha esposa quanto as crianças torcem só para o Brasil, enquanto eu fico sozinho. Mas quando as duas seleções se enfrentam em campo (como nas finais da última Copa América e da Copa das Confederações) não tem briga, não'', garante.
Frisa é de Buenos Aires e no Brasil tem simpatia apenas pelo São Paulo, o time de Paulo Vítor. ''Não torço para o Corinthians, mas gosto de ver em campo o Tevez, pela raça que ele tem e por ter saído do Boca''. Sobre a decisão de hoje ele confessou um certo receio. ''Temos craques, mas poucos dos nossos jogadores são maduros. Acho difícil que a Alemanha perca nas quartas-de-final. Porém, se eles levarem um gol, a pressão da torcida local pode se voltar contra eles e poderemos tirar proveito'', opinou.
Se a Argentina passar, Frisa torce para que não pegue o Brasil numa final. ''Espero que o Brasil saia antes (da Copa) e vou torcer pra isso. Porque não gostaria de jeito nenhum de perder para o Brasil na final.''
Alemães Os descendentes de alemães na região se reunirão hoje em pelo menos dois locais para torcerem juntos para a seleção anfitriã. Em Londrina será na Associação Recreativa Esportiva Londrinense (Arel) e em Rolândia, reduto de alemães, os germânicos deverão se encontrar no Clube Concórdia.


