Buenos Aires - Se os jogadores do Grêmio garantem não temer o Boca Juniors na final da Copa Libertadores, o técnico do time argentino, Miguel Angel Russo, provou, sem usar palavras, que não está nem um pouco preocupado com o adversário. Enquanto Mano Menezes faz mistério, os xeneizes, como são conhecidos os jogadores do clube argentino, estavam escalados na segunda-feira, com dois dias de antecedência do confronto em La Bombonera.
Apesar de Riquelme, com febre, ter sido poupado do treino de segunda-feira, ele está confirmado para a primeira partida da decisão da Libertadores. Com isso, Russo terá à sua disposição todos os jogadores considerados titulares. Morel Rodríguez, que havia sido convocado para a seleção argentina para a disputa da Copa América, irá se apresentar ao time nacional apenas depois de final da Libertadores.
Russo garante que a única possibilidade do seu time é sair com a vitória diante de sua torcida. ''Não penso em outra coisa que não seja ganhar. Nenhum de nós pensa em outra coisa que não ganhar. Creio que chegamos em bom momento, inteiros, firmes. Isso é o que aspiramos, mas sabemos que ainda temos 180 minutos pela frente'', afirmou o técnico.
''É uma final de Libertadores, sem margem de erros. Não podemos ficar mal no contra-golpe, isso é importante. Nós temos que ser precisos na área adversária e duros próximos a nossa. Estamos falando de uma final, onde se busca a superação para subir um degrau a mais'', continuou.
Sina brasileira - Provavelmente nenhum outro time sul-americano desperta tanto respeito nos brasileiros quanto o Boca Juniors. É fácil saber por quê. Desde o confronto com o Santos de Pelé, os argentinos se deram bem sempre que encararam um time brasileiro no mata-mata da Libertadores.
Foram nove encontros e em todos eles o Boca seguiu adiante - ou foi campeão, no caso das finais. Aliás, é comum o encontro na decisão. O Grêmio será o quinto representante do país a decidir o título contra o time mais popular da Argentina. (Das agências)

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