Bue­nos Ai­res - Um dia ­após a Ar­gen­ti­na per­der de 1 a 0 pa­ra o Pa­ra­guai, em As­sun­ção, e se com­pli­car ain­da ­mais nas Eli­mi­na­tó­rias da Co­pa do Mun­do, os ar­gen­ti­nos des­fe­ri­ram um enor­me nú­me­ro de crí­ti­cas so­bre aque­le que, co­mo jo­ga­dor, é o ­maior ído­lo da his­tó­ria do fu­te­bol do ­país.
  Os te­mas das crí­ti­cas fo­ram des­de alu­sões à de­pen­dên­cia das dro­gas de Ma­ra­do­na até re­fe­rên­cias à su­pos­tas pro­fis­sões se­xuais de sua mãe. De que­bra, o re­tros­pec­to ne­ga­ti­vo tam­bém com­pro­vou o des­gos­to ge­ne­ra­li­za­do da Ar­gen­ti­na pe­la per­for­man­ce do ex-jo­ga­dor co­mo téc­ni­co.
  Es­se foi o ca­so de uma pes­qui­sa rea­li­za­da por um si­te vin­cu­la­do ao jor­nal La Na­ción, que in­di­cou que, ­após a der­ro­ta pa­ra o Pa­ra­guai, 87% dos tor­ce­do­res ar­gen­ti­nos exi­gi­ram que Ma­ra­do­na re­nun­cie ao pos­to de téc­ni­co. Ape­nas 13% gos­ta­riam que o ex-jo­ga­dor con­ti­nue no car­go.
  A pes­qui­sa tam­bém in­di­cou que 80% dos tor­ce­do­res acre­di­tam que a Ar­gen­ti­na não se­rá clas­si­fi­ca­da pa­ra a Co­pa do Mun­do da Áfri­ca do Sul no ano que vem.
Téc­ni­co per­de­dor
  O con­tro­ver­ti­do de­sem­pe­nho de Ma­ra­do­na co­mo téc­ni­co não é uma no­vi­da­de. O ex-jo­ga­dor te­ve ex­pe­riên­cias an­te­rio­res no car­go que ter­mi­na­ram em fra­cas­so re­tum­ban­te.
  Es­se foi o ca­so do Man­di­yú, um ti­me da pro­vín­cia de Cor­rien­tes, on­de Ma­ra­do­na foi pa­rar de­pois da sus­pen­são por do­ping que re­ce­beu na Co­pa de 1994. Ali, co­man­dou a equi­pe em 12 jo­gos, dos ­quais ven­ceu ape­nas um. O sal­do tam­bém in­di­cou ­seis em­pa­tes e cin­co der­ro­tas. Ma­ra­do­na se­quer fi­cou um ano co­mo téc­ni­co do mo­des­to ti­me.
  Um ano de­pois, Ma­ra­do­na ten­tou ser téc­ni­co do Ra­cing, um dos ­mais im­por­tan­tes ti­mes do ­país, que na épo­ca es­ta­va mer­gu­lha­do em pro­fun­da cri­se. De um to­tal de 11 jo­gos que o Ra­cing dis­pu­tou com o ído­lo no co­man­do, o ti­me te­ve so­men­te ­duas vi­tó­rias. O sal­do in­cluiu ­mais ­seis em­pa­tes e ­três der­ro­tas.
  Já no co­man­do da se­le­ção ar­gen­ti­na, des­de o fi­nal do ano pas­sa­do ­após a re­ti­ra­da do téc­ni­co Al­fio Ba­si­le, Ma­ra­do­na ob­te­ve ­duas vi­tó­rias e qua­tro der­ro­tas nas Eli­mi­na­tó­rias da Co­pa. Já em amis­to­sos, o trei­na­dor acu­mu­lou qua­tro triun­fos em qua­tro par­ti­das.
  Des­ta for­ma, o sal­do de Ma­ra­do­na co­mo téc­ni­co des­de 1994 - ao lon­go de 33 jo­gos - exi­be um to­tal de no­ve vi­tó­rias, 12 der­ro­tas e 12 em­pa­tes.

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