A festa argentina não se limitou ao país vizinho. De forma mais comedida, mas não menos entusiasmada, os argentinos que moram no Londrina também comemoraram a goleada imposta à Servia e Montenegro que garantiu a classificação da seleção sul-americana para as oitavas-de-final da Copa do Mundo. Por mais fantástica que tenha sido a apresentação de ontem, os argentinos preferem esperar um pouco mais para colocar sua seleção como principal favorita ao título.
Para o empresário e estudante de Administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Eduardo Busto, que mora há nove anos em Londrina, a seleção argentina precisa ''continuar jogando com humildade''. ''Estamos muito bem, mas ainda não somos favoritos ao título'', completou. Sobre o jogo de ontem, ele ressaltou que o toque de bola argentino foi o que mais lhe chamou a atenção.
Em relação à escalação da seleção, Busto defende a permanência do jovem Messi entre os reservas. ''Messi é como o Ronaldinho Gaúcho. Vai ser um craque no futuro, mas ainda está cru para entrar como titular'', explicou o empresário, que já se prepara para o jogo entre Argentina e Holanda, que definirá o primeiro colocado do Grupo C, na próxima quarta-feira. ''Vai ser o jogo mais bonito da Copa'', prevê Busto, torcedor do River Plate, que classifica a Espanha como a seleção que pode tirar o título da Argentina.
Ataque A fome de gols do ataque argentino foi o que mais chamou a atenção da estudante de Tecnologia em Produção Agroindustrial da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Maria Guillermina Abot, que mora há 16 anos no Brasil. Nascida na cidade de La Plata, capital da Província de Buenos Aires, Maria Guillermina se mudou com os pais para Curitiba, em 1990, e um ano depois a família veio morar em Londrina.
''A seleção argentina demonstrou cumplicidade dentro de campo. Jogou como uma verdadeira equipe, por isso conseguiu golear'', ressaltou. Sobre o favoritismo argentino, a estudante disse que tem até um pouco de medo de falar. ''Agora, vão falar que a Argentina é favorita. Mas tenho medo da Itália e da Holanda. Acho que nem vou conseguir assistir ao jogo contra a Holanda'', completou Maria, que confessou ficar nervosa em jogos da seleção argentina.
Sobre a seleção brasileira, a argentina demonstrou um pouco de mágoa. ''Quando a Argentina eliminou o Brasil na Copa de 1990, nós já morávamos em Curitiba e sofremos preconceito. Nossos vizinhos ficaram mais de dez dias sem conversar conosco, além de terem destruído uma pequena bandeira que tínhamos em casa. Depois disso, nunca mais torci para o Brasil'', finalizou. (Gilmar Agassi/Reportagem Local)

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