Os 22 jogadores da seleção argentina sentaram-se lado a lado no palco do anfiteatro do Centro Esportivo de L’Etrat e, tendo como porta-voz o capitão Diego Simeone, leram um comunicado à imprensa dizendo que, a partir daquele momento, ninguém mais iria dar entrevistas exclusivas para evitar a onda de boatos que veiculavam nos meios de comunicação de Buenos Aires e estava perturbando o ambiente da equipe. ‘‘Essas notícias falsas estavam prejudicando a imagem do nosso país’’, justificava o comunicado.
Os jogadores ficaram revoltados com os boatos de que haviam brigas internas no elenco. ‘‘Estamos todos juntos aqui, dessa forma não vai haver perguntas estranhas nem respostas estranhas, e vocês poderão ver como nós estamos unidos para ganhar esta Copa’’, declarou Simeone.
Os jornalistas argentinos ficaram desesperados. O trabalho deles, que já era difícil de ser realizado, agora ficou impraticável. Alguns repórteres, revoltados, abandonaram o anfiteatro e tentaram levar todos os outros colegas para fora do recinto, em sinal de protesto. Os atletas seguirão a conduta de Passarella, que só fala em entrevistas coletivas.
Cobrir a Seleção Argentina é um desafio para qualquer jornalista. Para quem trabalha na imprensa diária, pior ainda. O técnico Daniel Passarella só dá entrevistas uma vez por semana. Assistir aos treinos, nem pensar. Os jogadores atendem os jornalistas a cada dois ou até três dias. O acesso às informações é muito restrito.France PresseNada a declararVeron, Batistuta e Sensini: boatos estariam prejudicando ambiente entre jogadores e a imagem do paísAgência Estado

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