São Paulo - A medalha de ouro conquistada pela seleção masculina de basquete da Argentina nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, não coloca nenhuma pressão sobre o time feminino, adversário de hoje do Brasil. ''Todos em meu país sabem que há uma diferença muito grande de nível entre o basquete masculino e feminino e não vão nos cobrar um rendimento parecido'', disse o técnico Eduardo Pinto, que dirige a seleção em seu terceiro Mundial consecutivo.
Enquanto jogadores como Ginóbili, Nocioni, Scola e Delfino fazem sucesso na NBA e na Europa, muitas das jogadoras argentinas só podem se dedicar em tempo integral ao basquete em época de competição. ''Tenho jogadoras com outro emprego pela manhã e só treinam à tarde. Há um campeonato razoável apenas em Buenos Aires, mas os salários não são altos. Não posso dizer que tenho um time totalmente profissional'', diz o técnico Eduardo Pinto.
Pinto aponta o jogo contra a Coréia, dia 14, às 13 horas, como o mais importante para sua seleção. ''Acredito que nosso grupo é muito duro. Brasil e Espanha vão se classificar para a segunda fase. Nós precisamos passar pelas coreanas'', concluiu. (Das agências)

mockup