Buenos Aires - A Argentina dá largada hoje à sua missão de acabar com um incômodo jejum de sua seleção principal. Há 18 anos, a equipe não conquista um título de expressão, desde a Copa América de 93, disputada no Equador. Sempre favorita, ela ganhou o reforço da torcida na edição deste ano e conta com o fator casa para sair da fila. O primeiro obstáculo a ser superado é a Bolívia, hoje, às 21h45, no Estádio Ciudad de La Plata.
Catorze vezes campeã, a Argentina viu nestes últimos 18 anos o Brasil conquistar quatro vezes a competição continental, sendo as duas últimas justamente em cima da seleção portenha. Em 2007, na Venezuela, fizeram uma campanha impecável e chegaram à final com um amplo favoritismo contra a seleção brasileira. Mas o Brasil atropelou e foi campeão com um sonoro 3 a 0 na final. Três anos antes, também na final, Adriano fez o gol de empate nos acréscimos e o Brasil venceu nos pênaltis.
Até por isso, a pressão em cima dos comandados do técnico Sergio Batista é enorme. Tanto quanto o favoritismo, já que o time jogará em casa e conta com o melhor jogador do mundo entre os 11 titulares, Lionel Messi. O retrospecto em casa também pesa a favor. Das seis vezes que a competição foi disputada na Argentina, em cinco os anfitriões foram também os campeões.
A Argentina está no grupo A, o mais fácil na primeira fase. É a única equipe da chave que esteve na Copa do Mundo de 2010 e não deve ter dificuldades nos três primeiros jogos da competição. O rival mais ameaçador é a Colômbia, da estrela Falcão Garcia. Costa Rica e Bolívia completam o grupo.
Depois da eliminação na Copa do Mundo com goleada diante da Alemanha, Sergio Batista assumiu o lugar de Diego Maradona e tenta recolocar a Argentina no caminho dos títulos. Para isso, conta com a ajuda de seu camisa 10. Messi é o grande craque do time e do futebol mundial da atualidade, mas ainda está devendo na seleção argentina. Terá que provar em campo sua superioridade e levar o time ao título. Junto ao craque do Barcelona, estará um grupo misto, de jogadores provindos do fracasso na Copa da África, mas com mais apostas , como o atacante Lavezzi, do Napoli.
O novato admite a carência de títulos e a pressão. ''Temos a necessidade de ganhar algo. É verdade que temos essa obrigação e temos a consciência de que somos um dos favoritos, mas também queremos nos consolidar como uma equipe. E não vamos como loucos e fazer qualquer coisa. Precisamos ir ganhando confiança partida atrás de partida'', afirmou Lavezzi.
O técnico Sergio Batista por pouco deixou de convocar Carlitos Tevez. O ex-corintiano é, ao lado de Messi, o grande ídolo da torcida hermana e o clamor popular o colocou entre os convocados. Porém, sua escalação só foi confirmada aos 45 minutos do segundo tempo. No último treinamento, Batista confirmou o ataque com Messi, Tevez e Lavezzi.
Reencontro
O adversário desta noite não trás boas lembranças para os argentinos. No último confronto contra a Bolívia, em 2009, pelas Eliminatórias da Copa da África, o time que tem Evo Moralles como ilustre torcedor, goleou impiedosamente a Argentina por 6 a 1, maior derrota sofrida pelos hermanos. Por mais que os jogadores neguem, o clima é de revanche.





EM LA PLATA

Argentina

Romero; Zanetti, Burdisso, Gabriel Milito e Rojo; Mascherano, Cambiasso e Banega; Lavezzi, Messi e Tevez. Técnico: Sergio Batista

Bolívia

Arias; Alvarez, Raldes, Rivero e Gutiérrez; Robles, García, Flores e Campos; Rojas e Marcelo Moreno. Técnico: Gustavo Quinteros

Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Estádio: Ciudad de La Plata
Horário: 21h45

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