Argentina rejeita jogo em La Paz e pode ir embora
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Agência Estado Cochabamba 
Daniel Passarela sente-se como marido traído, sempre o último a saber das coisas. O técnico da Argentina nem bem comemorou o empate por 1 x 1 com a seleção do Paraguai, no último minuto do jogo de terça-feira à noite, que deu à sua equipe a classificação em segundo lugar do Grupo A, e ficou perplexo com a notícia de que, caso fosse a Bolívia a segunda colocada do Grupo B, a Argentina seria obrigada a jogar na altitude de La Paz e não na cidade de Sucre.
A La Paz, eu não vou, anunciou. Ele recebeu a solidariedade dos jogadores. Sem Passarella, também não vamos, informou o capitão Zapata. Um possível abandono da Argentina da Copa América só não ganhou o respaldo oficial dos dirigentes da AFA (Associação de Futebol Argentino). O único dirigente argentino na concentração, ontem, era o chefe da delegação Salvador DAntonio. Não podemos falar nada, só esperar os resultados da noite (de ontem), disse.
Na tarde de terça-feira, a Confederação Sul-Americana de Futebol havia confirmado, por um documento subscrito pelos integrantes do Comitê Organizador, Eugênio Figueiredo, Romer Osuna e Eduardo Deluca - que é argentino - que a seleção boliviana permaneceria em La Paz, mesmo se passasse para as quartas-de-final como segunda colocada. Se o ganhador do Grupo B for uma equipe com sede em Sucre (Uruguai, Peru ou Venezuela), a partida com o segundo melhor terceiro se jogará na mesma cidade, esclarece o texto. A partida entre o segundo do Grupo B (no caso, a Argentina) com o segundo do Grupo A passaria a La Paz.


