Leipzig - A Argentina conseguiu sábado, ao bater o México por 2 a 1, a classificação para as quartas-de-final da Copa da Alemanha e ainda encerrou um jejum de exatos 16 anos. Desde as oitavas-de-final da Copa da Itália, em 1990, a seleção só avançava em mata-matas com a ajuda das cobranças de pênaltis.
  O último triunfo argentino no tempo normal de uma fase decisiva foi contra o Brasil, também em um 24 de junho. Gol de Caniggia, após lançamento preciso de Maradona. Depois, a Argentina contou com as penalidades para bater Tchecoslováquia e Itália. Na decisão, caiu ante a Alemanha, 1 a 0 no tempo normal, gol de pênalti.
  Em 1994, nos Estados Unidos, o time perdeu para a Romênia: 3 a 2, nas oitavas. Na França, em 1998, a ineficiência argentina brecou o time nas quartas-de-final. Na etapa anterior, o time ganhou dos ingleses nos pênaltis, depois de um 2 a 2 no tempo normal. Na tentativa de ir às semifinais, perdeu de 2 a 1 para a Holanda.
  Mas o pior vexame aconteceu mesmo em 2002. A Argentina chegou como favorita ao título após campanha irrepreensível nas Eliminatórias sul-americanas. Mas com uma vitória, um empate e uma derrota, foi eliminada ainda na primeira fase.
  Além de ter dispensado os pênaltis sábado pela primeira vez em 16 anos, a Argentina conseguiu também, pela primeira vez na história das Copas, vencer um mata-mata com uma virada.
  Gol decisivo – Autor do gol que deu a classificação argentina para as quartas-de-final da Copa do Mundo, o meio-campista Maxi Rodríguez, do Atlético de Madrid, disse que a vitória por 2 a 1 contra o México foi justa. ‘‘Ganhou quem mais tentou (o gol) e nós insistimos até o final. Por isto, conseguimos o triunfo. Por sorte, estamos dando muitas alegrias ao povo que nos ajuda aqui e na Argentina’’, afirmou após a partida.
  Após 98 minutos de futebol (os 90 do tempo regulamentar e os oito primeiros da etapa inicial da prorrogação), Rodríguez recebeu um passe longo de Sorín, dominou a bola no peito e acertou o ângulo do goleiro Oswaldo Sánchez. ‘‘Foi incrível, um lindo gol que nos fez muito bem em uma partida muito complicada e disputada. No princípio, pensei em dominá-la porque (a bola) veio muito alta. Mas, decidi arriscar o chute e, por sorte, ele entrou’’, completou o ‘‘herói’’, que marcou pela terceira vez no Mundial.
  Na próxima fase da competição, os argentinos enfrentarão a anfitriã Alemanha, que passou pela Suécia por 2 a 0. O confronto entre os dois campeões mundiais, que vale vaga na semifinal da atual edição do torneio, será disputado na próxima sexta-feira, em Berlim.



ARGENTINA 2
Abbondanzieri; Scaloni, Ayala, Heinze e Sorín; Mascherano, Cambiasso (Aimar), Riquelme e Maxi Rodríguez; Saviola (Messi) e Crespo (Tevez). Técnico: José Pekerman

MÉXICO 1
Sánchez; Méndez, Salcido e Osorio; Guardado (Pineda), Rafa Márquez, Pardo (Torrado), Castro e Morales (Zinha); Fonseca e Borgetti. Técnico: Ricardo Lavolpe

Estádio: Zentralstadion, em Leipzig
Árbitro: Massimo Busacca (SUI)
Gols: Rafa Márquez aos 6 e Crespo aos 10 minutos do 1º tempo; Maxi Rodríguez aos 8 minutos do 1º tempo da prorrogação

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