Argentina preocupa o Brasil na Liga Mundial
São Paulo, 09 (AE) - A seleção da Argentina tem um nível técnico inferior ao da Itália, a outra adversária do Brasil na etapa decisiva da Liga Mundial, a partir de segunda-feira, em Mar del Plata. O Brasil está no grupo D, que além da Argentina tem também os poderosos italianos, seis vezes campeões em nove edições da Liga. Mesmo assim, é o confronto com os donos da casa - sempre cercado de muita rivalidade -, que jogam com o apoio da torcida, que mais preocupa o técnico brasileiro Radamés Lattari, pelo menos no momento.
A seleção brasileira, que na quinta-feira venceu o último amistoso disputado contra a Holanda por 3 sets a 1 (25/21, 21/25
25/21 e 25/22), viaja amanhã para a Argentina. O Brasil enfrentará os argentinos na segunda-feira e a Itália, na terça-feira - o terceiro jogo da chave será entre Argentina e Itália, na quarta-feira. Pelo grupo E da Liga Mundial jogam Espanha x Cuba (segunda), Cuba x Rússia (terça) e Rússia x Espanha (quarta). Os dois primeiros de cada grupo fazem a semifinal na sexta-feira (primeiro de E x segundo de D, segundo de E x primeiro de D). Os vencedores decidem o título no sábado.
"Contra a Argentina estaremos praticamente decidindo a vaga para as semifinais da Liga Mundial", afirmou, hoje, o treinador. Em 1998, a seleção brasileira enfrentou a Argentina em Mar del Plata, pela Copa América. O Brasil ficou com o título depois de uma vitória apertada, por 3 a 2, em um jogo muito tenso. "Por estar jogando em casa, a Argentina acabou crescendo na partida", lembrou Radamés. "Existe uma comunicação muito grande entre os jogadores e a torcida."
Pela campanha que a Argentina fez na Liga Mundial, não deveria ser motivo de preocupação para o Brasil. O time do técnico Daniel Castellani perdeu 8 das 12 partidas disputadas na fase classificatória, terminou no terceiro lugar do Grupo C e tomou o lugar da seleção da França, a pior segunda colocada de todas as chaves. O Brasil perdeu apenas 2 dos 12 jogos que disputou e terminou na liderança do Grupo B.
"Mas será a nossa estréia na fase e, ao mesmo tempo, uma partida decisiva, o que exigirá um bom equilíbrio emocional dos nossos jogadores", acrescentou Lattari, que definiu o time-base com Maurício, Marcelo Negrão, Nalbert, Giba, Douglas, Gustavo e o líbero Paulinho. Negrão, que já enfrentou muitas vezes a Argentina, concorda com o técnico. "A rivalidade existe e quando eles jogam em casa são mais chatos ainda", disse o atacante. O técnico ainda não analisou os vídeos da Argentina, mas observou que o time passou a mesclar experiência e juventude depois da volta dos veteranos Hugo Conte e Waldo Kantor, integrantes da geração que conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Seul, em 1988.





