Argentina já procura um novo técnico
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sábado, 01 de julho de 2006
Maurício Fonseca<br>Agência O Globo 
Berlim - O presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grandona, já tem trabalho agendado assim que chegar a Buenos Aires: escolher o substituto do técnico José Pekerman, que entregou o cargo logo após a eliminação da Argentina. O nome mais cotado é o de Miguel Angel Russo, ex-jogador e atual treinador do Velez Sarsfield.
Miguel Angel goza de bom prestígio na imprensa argentina e tem obtido bons resultados. O Velez fez a melhor campanha da primeira fase da Copa Libertadores e está próximo da classificação para as semifinais.
Carlos Bianchi, treinador que fez história no Boca Juniors e já esteve cotado várias vezes para assumir a seleção é outro nome que aparece na lista dos possíveis substitutos de Pekerman. O problema é que ele já recusou o cargo outras vezes e não parece muito disposto a encarar o desafio.
Correndo por fora aparece Burruchaga. Autor do gol que deu o título mundial à Argentina em 1986, na vitória de 3 a 2 sobre a Alemanha, o ex-jogador é um técnico em ascenção no futebol argentino. Levou o limitado Estudiantes às quartas-de-final da Libertadores o time venceu o primeiro jogo contra o São Paulo por 1 a 0 e agora fará a segunda partida no Morumbi e acabou sendo contratado pelo Independiente, um time de maior porte.
Existe ainda a possibilidade de Maradona ser convidado para o cargo. O ex-craque foi chamado para colaborar na equipe de Pekerman, mas não aceitou. Sem qualquer experiência relevante como treinador, Maradona só tem a seu favor o imenso carisma e a popularidade com os argentinos.
Mas qualquer que seja o escolhido, uma coisa é certa: Grandona quer uma continuidade no trabalho iniciado por Pekerman em setembro de 2004. O presidente da AFA gostaria muito que o treinador continuasse no cargo e foi surpreendido com o pedido de demissão. Grandona entende que Pekerman mudou a cara da seleção argentina com seu estilo ''cool'', sempre educado, bem diferente do arrogante e ditatorial Passarella e do monossilábico Marcelo Bielsa.
O novo treinador terá que dar prosseguimento ao trabalho de renovação iniciado por Pekerman. Ele apostou numa nova geração deixou em casa jogadores consagrados com Verón, Zanetti, Samuel e Killy Gonzalez e levou a Argentina a sua melhor colocação desde a Copa de 90, quando foi vice na Itália. Quase todos os jogadores que estiveram na Alemanha terão menos de 30 anos em 2010. O presidente da AFA acredita que o futebol do seu país saiu da Copa com outra imagem. Muito mais positiva.


