Torcedora do Boca Juniors desde os cinco anos, a argentina Norma Gladis Basso de Rizzi, de 51 anos, não abandonou seu time do coração depois que emigrou para Foz do Iguaçu (Oeste do Estado). Apenas acrescentou um clube brasileiro - o Flamengo - a suas paixões. Os dois clubes têm, pelo menos, uma coisa em comum: são os mais populares em seus países.
Morando há 20 anos em Foz, Norma acompanha a trajetória do Boca Juniors pela TV a cabo argentina. O último jogo a que ela assistiu foi o empate de seu time (em 2 a 2) com o Ban Field, pelo Campeonato Argentino, no último domingo.
Quando o Boca enfrenta seu arquirrival River Plate, a dona-de-casa passa por apuros. Seu marido, o mecânico Carlos Rizzi, de 54 anos, e os três filhos do casal - Christian, de 27 anos; Andréa, de 25; e Carlos Júnior, de 15 - são torcedores do River. ‘‘Torço meio escondida, senão eles me matam’’, brinca Norma, em legítimo ‘‘portunhol’’. Em relação a times brasileiros, não há divergências: toda a família é flamenguista.
A dona-de-casa é uma exceção na tradição familiar de torcer pelo River Plate. ‘‘Meu avô era o único torcedor do Boca na família e eu puxei a ele’’, conta Norma. Apesar de ter vivido até os 30 anos em La Plata - cidade a 50 quilômetros da capital, Buenos Aires -, Norma nunca assistiu a um jogo de seu time no Estádio La Bombonera. ‘‘Gosto de futebol, mas não sou fanática’’, afirma ela. ‘‘Sempre acompanhava o Boca pelo rádio.’’
Mesmo sem fanatismo, Norma guarda com carinho meia dúzia de produtos do seu time: camiseta, bandeira, quadro com o escudo do clube, pôster, recortes de jornais e revistas. Mas seu ‘‘suvenir’’ preferido é ‘‘Maradona’’, um urso de pelúcia com as cores do Boca (amarelo e azul), comprado há dez anos em La Plata, na época em que a maior estrela do futebol argentino ainda jogava no clube.
Agora, os ídolos de Norma são os atacantes Palermo e Riquelme. ‘‘É uma pena que o Maradona não jogue mais.’’

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