San Juan, 21 (AE) - Os argentinos têm amanhã a grande chance de conseguir o que a irregularidade do basquete brasileiro deixou escapar: uma oportunidade de disputar a Olimpíada do próximo ano. Depois de uma vitória sobre a até então invicta seleção de Porto Rico, a Argentina torce por um fracasso canadense contra os venezuelanos amanhã para deixar a quarta posição do Pré-Olímpico e escapar de enfrentar os Estados Unidos em uma das semifinais.
Nas semifinais, enfrentam-se o primeiro e o quarto colocados em uma partida e o segundo e terceiro colocados em outra. Apenas as equipes que chegarem à final estarão classificadas para ir a Sydney. Conseguindo terminar a fase classificatória na segunda ou terceira posição, os argentinos decidiriam uma vaga olímpica provavelmente com Canadá ou Porto Rico.
Pedra - Tudo isso, entretanto, depende dos jogos de amanhã. No caminho dos argentinos está justamente a seleção brasileira. Amanhã, às 18h30, horário de Brasília, as duas equipes enfrentam-se. Pretendendo afirmar-se para chegar aos Jogos Pan-Americanos mais entrosados e com maior confiança, os brasileiros podem ser a pedra no tênis dos sul-americanos.
Depois de uma derrota por apenas 17 pontos para os norte-americanos ontem, os brasileiros confirmaram a condição de time de altos e baixos. No Campeonato Sul-Americano de Basquete, realizado há pouco mais de um mês, a equipe brasileira conquistou o título vencendo os argentinos dentro de casa.
Passado esse período, entretanto, o time entrou em fase ruim, que lhe custou a oportunidade de disputar uma vaga para Sydney. Perdeu para venezuelanos, porto-riquenhos, canadenses e americanos. Ganhou apenas das fracas equipes da República Dominicana e do Panamá.
Ontem, quando todos esperavam por uma esmagadora vitória do Dream Team, a equipe comandada por Hélio Rubens fez uma partida dentro da estratégia do basquete preconizada pelo treinador. Os norte-americanos fizeram o menor número de cestas em uma partida dentre todas as que disputaram neste torneio.
Os 90 pontos assinalados pelos jogadores da NBA foram tão expressivos como parâmetro da atuação brasileira quanto as cestas convertidas pelo time do País. Os 73 pontos do Brasil fizeram que a diferença final do placar fosse surpreendente. A seleção perdeu por mais pontos para canadenses - 20 pontos - e venezuelanos - 23.

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