James Rodríguez é uma das armas colombianas para superar o craque argentino
James Rodríguez é uma das armas colombianas para superar o craque argentino | Foto: Jung Yeon-Je e Luis Acosta/AFP

São Paulo – As estreias de Argentina e Uruguai são os destaques do primeiro fim de semana da 46ª edição da Copa América, disputada no Brasil. Neste sábado (15), na Fonte Nova, em Salvador, o time de Lionel Messi abre o grupo B jogando contra a Colômbia, às 19 horas. No domingo (16), às 19 horas, o Mineirão recebe Uruguai x Equador, primeiro jogo do grupo C.

A seleção argentina chega à Copa América com poucos testes neste ano. Dos três jogos em 2019, Messi participou de dois e a equipe patinou contra a Venezuela, quando foi derrotada por 3 a 1. O técnico Lionel Scaloni deverá utilizar o sistema 4-3-3, dando liberdade para Messi se movimentar em campo. Lo Celso deverá se aproximar do camisa 10 e buscar as tabelas.

Técnico escolhido após a Copa do Mundo na Rússia, Scaloni assumiu a Argentina sem experiência prévia como treinador. Aos 41 anos, ele será o técnico mais jovem da Copa América.

Adversária dos argentinos, a Colômbia desembarcou no Brasil após conseguir vitória por 3 a 0 sobre o Peru, possível rival no mata-mata da Copa América. Com pouco tempo de trabalho, o técnico Carlos Queiroz é uma incógnita porque nunca dirigiu uma seleção sul-americana. Assim como a Argentina, ele também deverá entrar em campo no 4-3-3.

Radamel Falcao, 33 anos, ainda é a principal referência. Com experiência de quem jogou na Argentina, Portugal, Espanha, Alemanha e França, ele é o foco ofensivo do time. James Rodríguez retorna ao Brasil, onde suas grandes atuações na Copa do Mundo de 2014 fizeram com que fosse contratado pelo Real Madrid, da Espanha. Hoje no Bayern de Munique, da Alemanha, o armador é a principal peça criativa da sua seleção, embora jamais tenha repetido o futebol que mostrou na Copa do Mundo realizada há cinco anos.

Vice-artilheiro do último Espanhol, Suárez tenta outro título do torneio de seleções
Vice-artilheiro do último Espanhol, Suárez tenta outro título do torneio de seleções | Foto: Miguel Rojo/AFP

Já a seleção uruguaia chega à Copa América com a mesma base que parou nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, eliminada pela campeã França. Uma base com referências históricas do ciclo do técnico Óscar Tabárez, como Muslera, Godín, Suárez e Cavani, mas com renovação no elenco e também na forma de jogar, especialmente no meio de campo, com nomes mais criativos.

Autor de 25 gols e 13 assistências pelo Barcelona na última temporada europeia, o atacante Luis Suárez, 32, foi vice-artilheiro da liga espanhola, atrás apenas de Messi, e segue como principal destaque da equipe uruguaia. Ele é o maior artilheiro da seleção na história, com 56 gols.

Seu adversário na primeira rodada, o Equador, fez uma de suas piores campanhas recentes nas Eliminatórias para o último Mundial, terminando na oitava posição. Com uma equipe renovada, os equatorianos tentam uma vaga para a próxima fase no grupo mais difícil desta edição da Copa América (tem também o atual bicampeão Chile e o Japão).

Os outros dois jogos do fim de semana pela competição serão Venezuela x Peru, em Porto Alegre, no sábado, pelo grupo A (do Brasil), e Paraguai x Catar, no Maracanã, no domingo, pela chave B. As duas partidas começam às 16 horas.

mockup