Depois de superar os maiores obstáculos no Grupo A da Copa América - empatou com Argentina e derrotou o Paraguai -, a surpreendente seleção do Equador tem hoje à noite, teoricamente, a mais fácil das missões: derrotar a desmotivada seleção do Chile, que perdeu seus dois jogos e está de malas prontas para Santiago. Se vencer, o Equador terá garantido a primeira colocação na chave e o direito de permanecer em Cochabamba e receber o segundo colocado da chave onde está a seleção brasileira, o Grupo C, pelas quartas-de-final, domingo.
O jogo abre a rodada dupla no Estádio Félix Capriles e tem início às 20 horas (de Brasília). Argentina, co-líder do Grupo A, e Paraguai, terceira colocada, fazem o clássico da terceira rodada a partir das 22 horas, com o mesmo objetivo: torcer para que o Chile vença por 1 x 0 o outro líder, o Equador, na partida preliminar.
O duelo entre argentinos e paraguaios será interessante e a rivalidade enorme. Não há como separar a partida de hoje com a do dia 6. Verifica-se, porém, mais otimismo por parte dos argentinos. ‘‘Mesmo depois do empate com o Equador, dizíamos que nossa meta era ficar em primeiro do grupo para permanecer aqui e evitar deslocamentos’’, lembrou Berti, autor do primeiro gol contra os chilenos.
No lado paraguaio, o assunto é reabilitação a qualquer custo. Mas há tranquilidade até demais e rumores de que alguns jogadores, diante da liberdade que têm na concentração, estariam mais interessados em namorar fãs que em se concentrar para o jogo.
Carpegiani não vê as coisas dessa forma e trata o clássico sul-americano de maneira simples, certo de que sua equipe não conseguirá jogar mal duas partidas consecutivas: ‘‘Estamos em uma situação inversa à daquela que nos defrontaremos com o mesmo adversário no dia 6’’, define. ‘‘Será um bom aperitivo’’: ‘‘Aqui, temos de ganhar; lá a necessidade de vencer será dos argentinos.’’
Com o objetivo de não pôr responsabilidade demais sobre seus jogadores, o técnico brasileiro insiste que avançar na competição é o que mais interessa. Embora tenha chegado a Cochambamba como favorito ao primeiro lugar, ele diz não se importar caso o Paraguai passe para as quartas-de-final na condição de o primeiro melhor terceiro colocado. ‘‘Aí, as chances de enfrentar a seleção brasileira seriam grandes’’, calcula o técnico, que deverá substituir Villamayor, recuperado de contusão, por Bourdier, avançando Alcaraz para o meio-de-campo. ‘‘Sair daqui não é problema, desde que joguemos ao nível do mar.’’ Ele não teme a possibilidade de cruzar com a equipe de Zagalo tão já: ‘‘Seria ótimo para testar o potencial do nosso time’’.FICHA TÉCNICA

mockup