Concepción, Chile - O argentino Lionel Messi tenta dar mais um passo para conquistar o seu primeiro título com a seleção. O rival, no entanto, é o traiçoeiro Paraguai, que eliminou o Brasil. As duas equipes reeditam hoje, às 20h30 (de Brasília), no estádio Ester Roa, em Concepción, no Chile, pelas semifinais da Copa América, um dos encontros mais equilibrados da fase de grupos. Naquela partida, a Argentina abriu 2 a 0, mas permitiu o empate no final. "Nós nos conhecemos bem, somos dois treinadores argentinos, mas os jogos sempre são diferentes", disse o técnico Tata Martino, da Argentina.
Messi está confiante em chegar à final, mas duplamente preocupado. Depois de receber cartão amarelo contra a Colômbia, ele pode ficar fora da final, caso seja advertido novamente. Mascherano e Aguero também estão pendurados. "Temos de resolver o jogo antes de mostrar preocupação com a final. Estamos falando do melhor jogador do mundo, sei disso, mas temos jogadores que podem entrar", disse Martino.
Também incomoda o atacante a dificuldade para fazer gols pela seleção. Mesmo que esteja a apenas 10 gols de se tornar o maior artilheiro da história da seleção (Gabriel Batistuta tem 56), Messi tem uma média muito inferior à do Barcelona. "Incrível como é difícil conseguir marcar pela seleção", confessou.
O Paraguai ganhou moral depois de eliminar o Brasil nos pênaltis, no último sábado. "Se uma equipe que enfrenta de igual para igual rivais como Brasil, Argentina e Uruguai não ganha credibilidade, ela não ganhará diante de nenhum outro", afirmou o técnico Ramón Díaz, referindo-se à invencibilidade na competição.
A equipe terá apenas uma mudança em relação ao time que venceu o Brasil. Richard Ortiz volta depois de cumprir suspensão no lugar de Aranda.
Argentinos e paraguaios evitaram falar sobre arbitragem. O escolhido foi o brasileiro Sandro Meira Ricci, que teve uma atuação polêmica no jogo entre Chile x Uruguai, principalmente pela "mão boba" de Jara em Cavani. No episódio, Ricci expulsou apenas o uruguaio.

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