Argentina e Chile jogam sob pressão
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Estado 
Cochabamba
France PresseTrio de forçaMario Salas, Fernando Vergara e o goleiro Nelson Cossio são os principais destaques do Chile Romário e Ronaldinho acompanharam de longe mais um treino da seleção da Argentina, em Cochabamba. Assim como os jornalistas e outros curiosos, a mais de 50 metros de distância do campo onde o técnico Daniel Passarella planejava as alterações que fará na equipe para o jogo de hoje, a partir das 19 horas (horário brasileiro), contra a seleção do Chile. Um jogo em que os dois times buscam a reabilitação, pelo Grupo A da Copa América. Mãos no alambrado, a dupla Ro-Ro, devidamente uniformizada com a camisa amarela, parecia frustrada. Ronaldinho, o indiozinho mais alto, é de fato Juan Moreno, de 11 anos; o baixinho é seu irmão Pablito, de 8.
Esses indiozinhos curtem tanto o futebol brasileiro como nossas crianças começam a idolatrar os astros norte-americanos da NBA. Por que o Brasil não veio?, perguntou o menor. Está em Santa Cruz, respondeu o mais velho. Mas daqui não consigo ver os jogadores da Argentina direito, resmungou Pablito. A queixa era a mesma dos repórteres e fotógrafos e cinegrafistas argentinos, que compraram escadas domésticas ou improvisaram caixotes para poder registrar desde a calçada a preparação dos compatriotas alguns centímetros acima do alambrado.
Depois do empate com o Equador, há pressão forte sobre os argentinos, que terão de vencer para não ter a classificação comprometida. Vamos vencer porque nosso interesse é ser o primeiro do grupo e evitar deslocações, garantiu o meia Bassedas.
O técnico chileno Nelson Acosta também sabe dos riscos que corre se o time não se reabilitar da derrota para o Paraguai. Ele talvez não possa escalar o atacante Claudio Nuez (contundido). Além disso, Acosta desaprovou a atuação de Cornejo, Riveros e Raúl Muoz e provavelmente os afastará da equipe.FICHA TÉCNICA


