Argentina e Alemanha fazem duelo de ataques poderosos
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sexta-feira, 02 de julho de 2010
Wilson Baldini Jr.<br>Agência Estado 
Cidade do Cabo - Pelo posicionamento tático das equipes e pelo talento de seus jogadores, o duelo entre Argentina e Alemanha promete ser repleto de emoções e com muitos gols, neste sábado, às 11 horas (de Brasília), no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, quando estará em jogo uma vaga na semifinal da Copa do Mundo da África do Sul. De um lado, Lionel Messi terá a responsabilidade de municiar Tevez e Higuaín. O camisa 10 argentino ainda não fez um gol no Mundial e sabe que deve uma atuação de gala diante de um grande rival.
Os dez gols argentinos marcados nesta Copa mostram uma variedade muito grande na criatividade da equipe. Bolas paradas, jogadas ensaiadas, individuais e também no erro dos adversários. Todo momento se torna difícil para a zaga adversária. ''Tenho jogadores excepcionais, que podem decidir a qualquer momento'', elogiou Maradona. A Argentina possui um ataque incomparável. A ponto de se dar ao luxo de colocar Milito na reserva, um jogador que brilhou na Liga dos Campeões da Europa.
Do outro lado, os ainda jovens alemães Schweinsteiger (25 anos) e Podolski (24 anos) estão mais experientes depois do terceiro lugar na Copa passada. Mais maduros, podem alimentar o experiente Klose (31 anos), que com 12 gols segue atrás do feito de se tornar o maior goleador das copas e superar o brasileiro Ronaldo (15 gols). Klose, que já fez 50 gols pela seleção, completa neste sábado 100 jogos pela Alemanha.
''Nossa grande vantagem é ter um grupo jovem, que consegue impor um ritmo forte durante os 90 minutos e após apenas um dia de descanso já está descansado e pronto para mais um desafio'', destacou Low. ''Os alemães, historicamente, apresentam equipes equilibradas e muito fortes fisicamente. Sempre são rivais duros para a Argentina. Esta seleção não é diferente. E com um ponto a mais: seu ataque é rápido e sabe fazer gols'', comentou Maradona. Foram nove em quatro jogos.
Para parar ataques tão poderosos seria necessário defesas sólidas, coisa que alemães e argentinos não possuem. Demichelis e Burdisso são pesados e podem ser ultrapassados com facilidade pela rapidez de Podolski ou pelo oportunismo de Klose. Friedrich e Mertesacker deverão estar nos melhores dias para impedir o avanço de Messi, Tevez e Higuáin. No duelo deste sábado, apenas uma equipe vai para as semifinais. Vai depender de qual defesa vai conseguir parar a artilharia adversária.
Promessa
Thomas Muller tem apenas 20 anos e antes da Copa do Mundo só havia disputado três jogos com a camisa da seleção da Alemanha. Desembarcou na África do Sul com a missão de substituir o ídolo Michael Ballack, que, machucado, ficou fora do Mundial. O meia do Bayern de Munique não se importou nem com o fato de herdar a fatídica camisa 13, que fora de Ballack e depois de Trasch, também lesionado e ausente da competição.
''É preciso ter muito cuidado com Muller. Trata-se de um jogador diferente. O conheço há um bom tempo e sei de suas qualidades'', disse o zagueiro argentino Demichelis, que atua também pelo Bayern.
Com passadas largas, cabeça em pé e ótimo toque de bola, Muller já fez três gols - dois na goleada por 4 a 1 sobre a Inglaterra, nas oitavas de final - e prova a cada jogo que o técnico Joachim Low estava correto em apostar na sua juventude. Seu sobrenome faz parte do futebol alemão: Gerd Muller foi campeão mundial em 1974 e artilheiro da Copa de 1970.
NA CIDADE DO CABO
Argentina
Romero; Otamendi, Demichelis, Burdisso (Samuel) e Heinze; Maxi Rodríguez, Mascherano, Di María e Messi; Tevez e Higuaín. Técnico: Diego Maradona
Alemanha
Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng; Schweinsteiger, Khedira, Mueller e Ozil; Podolski e Klose. Técnico: Joachim Low
Árbitro: Ravshan Irmatov (Usbequistão)
Estádio: Green Point
Horário: 15h30 (de Brasília)


