A Argentina garantiu sua classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo, ao golear a Jamaica por 5 a 0, ontem, no Estádio Parque dos Príncipes, em Paris. Como os croatas também já haviam garantido a vaga, a definição do primeiro lugar do Grupo H ficou para a próxima sexta-feira, em Bordeaux, onde jogam Argentina e Croácia. Os argentinos jogam pelo empate por causa do melhor saldo de gols. Jamaica e Japão se despedem da Copa, no mesmo dia, em Lyon.
A Argentina começou com tudo, marcando sob pressão e assustando os jamaicanos. Logo aos 5 minutos, Sensini recebeu dentro da área e chutou em cima do goleiro Barrett. Ortega e Batistuta também perderam boas oportunidades. Porém, aos poucos, a Jamaica conseguiu equilibrar o jogo. Mas, aos 32 minutos, após uma tabela entre Simeone e Veron, Ortega recebeu dentro da área e tocou na saída de Barrett. Argentina 1 a 0.
Aos 47 minutos, o meia Powell, da Jamaica, que já tinha recebido cartão amarelo, é expulso. Com um jogador a menos, a Jamaica não conseguiu manter o equilíbrio no início do segundo tempo. Tanto que o toque de bola argentino acabou dando resultado aos 12 minutos. Ortega e Claudio Lopez realizaram uma linda tabela e o primeiro tocou no canto de Barrett, fazendo 2 a 0. A partir daí, os argentinos passaram a mandar no jogo, enquanto os jamaicanos se resumiram a explorar os raros contra-ataques.
Com isso, o terceiro gol não demorou a sair. Aos 31 minutos, Batistuta chutou na entrada da área pelo lado direito e chutou forte sem chances para o goleiro da Jamaica. Aos 37, novamente Batistuta aumentou para 4 a 0. Mas o atacante argentino não parou por aí. Aos 40 minutos, ele voltou a marcar cobrando pênalti e se isolou como o maior artilheiro do Mundial até agora.
ArbitragemO técnico da Jamaica, o brasileiro Renê Simões, disse que a atuação do juiz prejudicou seu time. ‘‘As faltas marcadas acabaram beneficiando a Argentina, já que os jamaicanos não conseguiam fazer três passes sucessivos sem que o juiz apitasse.
Apesar do resultado, Renê Simões afirmou que estava ‘‘totalmente orgulhoso’’ da seleção jamaicana, que fez tudo o que era possível. Na sua opinião, é muito difícil jogar contra um time como o da Argentina, que tem ‘‘matadores’’ como Ortega e Batistuta.
O técnico da Argentina Daniel Passarella admitiu que ‘‘sinceramente não acreditava que pudéssemos vencer a Jamaica por um resultado tão dilatado’’. O temperamental técnico disse que o objetivo não era só vencer, também queria superar em diferença de gols a Croácia, para chegar ‘‘com vantagem’’ no terceiro e último confronto da série, que irá definir o líder.


FICHA TÉCNICA

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