Arena da Baixada impressiona Valcke
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Rodrigo Batista<BR>Equipe Bonde 
Curitiba - O secretário-geral da Fifa, Jèrôme Valcke, esteve ontem em Curitiba para acompanhar o andamento das obras na Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. Acompanhado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, membros do Comitê Organizador Local (COL), Valcke elogiou o estádio e avaliou como positivo o andamento dos trabalhos.
Os integrantes do COL e o secretário-geral da Fifa fizeram uma visita à Arena e, posteriormente, concederam entrevista coletiva à imprensa. Valcke fez um elogio especial à Arena que, para ele, é um modelo "fabuloso" de estádio, do qual diz gostar muito. "É um modelo de estádio do qual eu gosto muito, em que você tem a sensação de estar perto do jogo".
Mesmo com vários indícios de atrasos e problemas em financiamentos para a Arena da Baixada, o secretário-geral da Fifa disse que, após reuniões com a comissão da Copa em Curitiba, avaliou que as obras estão bem encaminhadas. "Os prazos de entrega estão bem. (Porém) temos que enfrentar os obstáculos na medida em que forem surgindo".
As obras no estádio e na capital paranaense também foram elogiadas pelos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto. Tetracampeão mundial em 1994, Bebeto disse que uma das maiores preocupações nas visitas aos estádios é a situação do gramado. "Temos cobrado muito a situação do gramado. Pelo que vi [na Arena] vai ser da melhor qualidade".
Irregularidades
Mesmo com os elogios, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apontou problemas na execução dos trabalhos para a Copa do Mundo em Curitiba e na Região Metropolitana. Um relatório sobre o andamento de sete obras da prefeitura da capital e cinco do governo do estado mostra atrasos e aumento de custos.
O relatório foi finalizado em 22 de novembro e se refere às obras analisadas em agosto deste ano. Naquele momento, segundo o TCE-PR, das sete obras em Curitiba, seis estavam atrasadas e uma não havia começado. Todas as obras do governo também estavam atrasadas em relação à Matriz de Responsabilidade assinada em 2010. O custo dos trabalhos, em relação àquele ano, saltou de R$ 446 milhões para 573,4 milhões.
O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, em sua avaliação sobre o andamento das obras no estádio e na cidade, generalizou a situação de Curitiba ao compará-la com o restante do Brasil e não entrou em méritos de atrasos em cronogramas. "Temos que trabalhar muito para dar conta de todos os requisitos necessários. Nossa confiança em Curitiba está lastreada junto com a história de todo o País".


