São Paulo - Encaminhadas ao Comitê Organizador Local (COL) terça-feira, as garantias financeiras do Itaquerão foram aprovadas ontem. Um dos últimos empecilhos financeiros no caminho do estádio corintiano foi eliminado quando a Odebrecht concordou em funcionar como garantidora das obras.
A pessoa física terá acesso às cotas do fundo de investimento imobiliário para tocar a obra, e o fundo será o mecanismo para restituir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se for insuficiente, a Odebrecht completa a conta.
Falta, agora, definir o banco repassador do dinheiro a ser obtido junto ao BNDES na linha de financiamento especial para a Copa de 2014. ''Essa aprovação em tempo recorde é fruto do empenho do Corinthians e do poder público de São Paulo, em especial do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab'', disse o presidente do COL, Ricardo Teixeira, também chefe da CBF.
No dia anterior, ele ligou para Kassab, para Alckmin e para o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., para informar que o estádio corintiano seria confirmado ontem como palco de abertura do Mundial. Mas o anúncio não ocorreu.
Kassab confirmou ter conversado com Teixeira por telefone. E disse que a decisão política está tomada em relação à abertura do Mundial em São Paulo. ''Cem por cento (de certeza) só no dia do jogo de abertura. Mas eu diria que, do ponto de vista político, ela está definida. Agora é apenas uma questão de cumprir rituais'', argumentou Kassab.
O COL disse ontem que a data do anúncio será em outubro - o mesmo fez a Fifa. Segundo dirigentes com forte trânsito no comitê, o fato de a informação sobre a abertura no Itaquerão ter vazado antes fez com que a Fifa alterasse os planos, por conta da perda de impacto.
A entidade máxima do futebol diz que pode ter havido confusão entre a aprovação do plano financeiro e confirmação da arena de abertura.

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