Arco e flexa é com os xavantes
Vânia Moreira
Enviada a Guaíra
As provas de arco e flecha foram as que chamaram mais atenção no primeiro dia de competição dos 2º Jogos Indígenas, que está sendo realizado em Guaíra (115 quilômetros a sudoeste de Umuarama). Apesar do sol forte e do calor, mais de 500 pessoas compareceram à arena do Centro Náutico.
Nas provas de arco e flecha, com alvo a 25 metros de distância, os xavantes foram os melhores. Três membros da tribo acertaram o alvo. O cacique Benjamim Waparia acertou a maça duas vezes. Fora os xavantes, apenas um caiapó também conseguiu acertar o alvo. A próxima prova de arco e fecha com 40 metros de distância será disputada amanhã.
Na parte da manhã, 18 nações indígenas se enfrentaram no Estádio Ney Braga, no Módulo Esportivo, no Campo Messiânica e no Sete Quedas Country Club. Foram realizadas as primeiras rodadas de futebol, masculino, e futebol suíço, feminino. No final da tarde aconteceram as primeiras provas de atletismo.
Na primeira rodada de futebol, os índios mostraram que são bons de bola. Nas oito partidas de futebol masculino foram marcados 52 gols, uma média de 6,5 por partida. Teve até goleada na partida entre xingus e canelas. A equipe do xingu goleou a tribo maranhense por 8 a 1. Os xavantes também golearam os cadiéus, de Mato Grosso do Sul, por 6 a 1. No atletismo, os resultados só seriam divulgados à noite.
Hoje, acontece mais uma rodada de futebol feminino e masculino na parte da manhã. À tarde, estão programadas provas de canoagem, natação de travessia no Rio Paraná. Na arena do Centro, haverá o tirimoré, jogo praticado pelas índias paresis com uma bola de marmelo, grãos de milho e e uma vara. Também haverá jogos de xikuharaty, o futebol indígena jogado com a cabeça e com bola de látex.
Outra competição programada para hoje é a zarabatana. Amanhã, os jogos prosseguem com futebol, zarabatana, arco e flecha, corrida de toras e lutas corporais indígenas.
Os 540 índios que vieram de todo o Brasil para Jogos Indígenas estão alojados nos sete pavilhões do Centro Naútico, um centro de lazer construído à margem do Rio Paraná e cuja arquitetura lembra um aldeia indígena. São sete pavilhões reunidos em torno de uma arena de shows com capacidade para 10 mil pessoas. À noite, os participantes dos jogos promovem cantos, danças e cerimoniais no centro.





