Arce e Rivaldo, o sonho do Palmeiras
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo- Rivaldo, Arce, Edmundo. São sonhos para os palmeirenses. Mas a realidade do clube, deixou bem claro o diretor Mário Giannini, está dentro de uma planilha de receitas e de custos. O Palmeiras de 2004 será como o de 2003. Não fará nenhuma loucura. Jogadores com altos salários, como Rivaldo e Arce, só com um aporte extra de dinheiro, porque o orçamento do ano que vem não deve ser muito diferente do deste ano.
''Conversei com o presidente Mustafá e ele não acredita em uma receita maior agora que estamos na Série A. Temos de trabalhar com o que vamos arrecadar'', explicou Giannini.
Com isso, Rivaldo não deve passar de um sonho dos torcedores. O diretor admitiu ter almoçado com Carlos Arini, procurador e sócio do ex-jogador do Milan, mas em nenhum momento foi oficializada uma proposta pelo jogador. ''Ele (Arini) é uma pessoa do nosso relacionamento, representante de um jogador do Palmeiras (Marcinho) e só almoçamos. Nada foi discutido'', contou.
O próprio Arini, no entanto, tem acrescentado o Palmeiras na lista de clubes brasileiros interessados por Rivaldo, mas deixou claro que a intenção do jogador é retornar à Europa e que, no caso do Palmeiras, a ligação afetiva de Rivaldo com o clube, onde passou bons momentos na carreira, poderia influir num eventual retorno ao futebol brasileiro.
No caso de Arce, o Palmeiras não tem interesse pelo jogador. O maior obstáculo são os altos salários. ''Arce e Rivaldo são muito ligados ao clube, mas não temos interesse por eles'', disse Giannini.


