Arce diz que a arma do River é a provocação
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 18 (AE) - Arce prevê uma batalha amanhã à noite no Estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires. Com a experiência de disputar sua sétima Taça Libertadores da América, um título de campeão, em 1995, com o Grêmio, e duas semifinais, uma pelo Cerro Porteño e outra com o time gaúcho, o lateral paraguaio admite que conhece bem o adversário e sua estratégia para tentar vencer a partida. "A principal arma deles deverá ser a provocação", afirmou o jogador do Palmeiras. "Qualquer time argentino atuando em casa e numa situação como essa, não permite que o outro time jogue", afirmou o lateral, que contra o River vai disputar sua 58.ª partida na competição sul-americana. "Eles fazem de tudo para tirar a concentração do adversário."
O lateral lembrou que o Palmeiras não pode entrar numa provocação como a que ocorreu com Júnior na partida contra o Corinthians, quarta-feira, no Morumbi. Seu companheiro, depois de ter sido atingido por um carrinho de Marcelinho Carioca, discutiu com Edílson e acabou expulso com o jogador do Alvinegro. Por causa da expulsão, Júnior, que era reincidente, foi suspenso por dois jogos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e está fora das semifinais. Arce disse que tem conversado bastante com os companheiros, tentando deixá-los tranquilos para a partida.
Outra recomendação do lateral é com relação ao juiz paraguaio Ubaldo Aquino. Ele disse que se trata de um bom juiz, mas o problema que o Palmeiras poderá enfrentar nesse aspecto é sobre o critério de arbitragem que o juiz deverá adotar. "Normalmente
muitas das faltas que estamos habituadas a ver um juiz do futebol brasileiro marcar, ele não considera", diz. Como o argentino usa muito o corpo nas divididas ou o empurrão, como se fosse uma simples trombada, o juiz deixa o jogo correr."
O lateral do Palmeiras imagina que deverá ser bem marcado pelo adversário. O River Plate conhece suas qualidades, por isso vai tentar evitar que Arce faça os cruzamentos para a área. "Vamos armar um esquema para escapar do bloqueio", disse o atleta do Alviverde. "Eles realmente fazem muita catimba, principalmente na hora de uma cobrança de falta.
AS LIÇÓES DE ARCE PARA VENCER A BATALHA EM BUENOS
AIRES 1 - tomar cuidado com a provocação do adversário, que xinga, agride e empurra, principalmente nas disputas pelo alto. 2 - não esperar pela marcação do juiz paraguaio Ubaldo Aquino nas faltas. O critério da arbitragem é diferente em relação ao futebol brasileiro. Muitas faltas podem ser consideradas como lances normais pelo juiz. 3 - a alimentação no hotel em Buenos Aires precisa ser supervisionada pelo Palmeiras. Ele diz que não se deve desconfiar, "mas também não se pode confiar." 4 - o Palmeiras precisa conseguir pelo menos um empate em Buenos Aires. Se o River Plate disputar o segundo jogo em São Paulo em vantagem no regulamento, vão tentar tumultuar a partida.


