Árbitros selam pacto para recuperar credibilidade
São Paulo - Choque e mágoa. Esses foram os tons do manifesto de ontem dos juízes na sede da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) em relação ao escândalo do apito. Na reunião, estiveram presentes 11 árbitros, que repudiaram o comportamento de Carvalho e que agora vão iniciar um trabalho para recuperar a credibilidade da categoria nos jogos que restam do Nacional.
''Nos reunimos para dizer que vamos continuar trabalhando. Somos seres humanos, entramos pressionados, mas sabemos que o momento de choque já passou. Agora temos de entrar em campo com vontade, raça e prontos para resgatar a credibilidade'', disse Paulo César de Oliveira, árbitro do quadro da Fifa.
Todos os presentes condenaram o comportamento de Carvalho. Esperam, agora, que o caso seja devidamente esclarecido. ''O Edilson não representa a arbitragem. Somos pessoas honestas e somos pautados pela seriedade. Árbitros que cometem crimes não podem conviver conosco. O termo máfia do apito passa a impressão de que outros juízes estão envolvidos, mas somente ele está comprovadamente no meio desse esquema'', completou Oliveira.
Para Cléber Wellington Abade, os árbitros ficarão ainda mais na alça de mira dos meios de comunicação, mas o comportamento dentro de campo não tem de mudar. ''O que temos de fazer é nos policiar, mas não precisamos provar nada para ninguém''.
Suspensão A Fifa anunciou ontem que suspendeu preventivamente o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que já havia sido suspenso pela CBF e banido pela Federação Paulista de Futebol. A Fifa informa no comunicado que a CBF iniciou uma investigação para apurar o caso e ''adotar as medidas pertinentes''. (Folhapress)





