Os árbitros da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que integram o quadro da CBF, participaram até ontem de uma série de testes e treinamentos em Londrina. Os 22 árbitros e assistentes, além de oito aspirantes ao quadro, tiveram que suar a camisa durante três dias de atividades na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O único que ficou de fora dos trabalhos foi o árbitro Fifa Evandro Rogério Roman, que é Secretário de Esportes do Paraná e teria compromissos da pasta. Ele fará os testes na semana que vem, no Espírito Santo.
O teste foi aplicado pelo ex-auxiliar Aristeu Leonardo Tavares, que trabalhou na Copa do Mundo da Alemanha e hoje é instrutor da Fifa, e por Roberto Perassi, da Comissão de Arbritagem da Federação Paulista de Futebol. Ele tem como objetivo reciclar os árbitros para a disputa de todas as séries do Campeonato Brasileiro.
O teste físico foi bastante puxado. Entre as atividades, estavam tiros de 40 metros, que deveriam ser completados em no máximo 6,4 segundos, ou então 24 tiros de 150 metros, com limite de tempo de 30 segundos para cumprir.
Os testes são os mesmos para homens e mulheres. Assim, as três mulheres que participaram tiveram que suar muito. Para elas, valia a liberação para trabalhar em jogos masculinos. ''Se a gente quer buscar o nosso espaço, temos que atingir a meta igual aos homens. Somos tratadas de maneira igual. É mais difícil, porque o organismo da mulher é diferente, mas a gente tem que se adaptar'', afirmou Edna Alves Batista, de 32 anos, que há 12 integra o quadro da FPF.
No entanto, uma delas, Sandra Maria Dawies, não conseguiu seguir o ritmo e foi reprovada. O outro que não passou foi Rafael Traci, que sofreu um estiramento muscular. Eles terão 30 dias para refazer os testes.
De acordo com o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Afonso Vitor de Oliveira, também foi feito o aprimoramento técnico, o teste trívia - cada um recebe 20 perguntas sobre regras para responder em 5 segundos cada uma -, além da antropometria - medidas corporais.
Um dos mais experientes do quadro, Antonio Denival de Moraes, 42 anos, ressaltou a importância do trabalho. Com o avanço da tecnologia, está cada vez mais difícil para os árbitros, por isso, é importante o aprimoramento para se adequar a isso'', resumiu.

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