Kraw PenasEvandro Rogério Roman (à frente), 24 anos, mas com boa experiência, durante os testes para árbitros paranaensesO Major Sérgio Gonçalves Brito, coordenador da avaliação física para o Paraná disse que a primeira impressão sobre o condicionamento dos árbitros foi muito boa. ‘‘Eles demonstram que estão em excelente forma. Vamos avaliar agora pelo índice da CBF e tiraremos os melhores’’, revelou.
Caras conhecidas, com a do jovem Evandro Rogério Roman, de 24 anos, mas com boa experiência, contrastava com a do também jovem Eber Roberto Lopes, com menos bagagem, mas o mesmo entusiasmo.
O início Paranaense de Céu Azul, Evandro Rogério Roman começou apitando partidas em sua cidade natal, com apenas 17 anos. Em 91, quando entrou na Faculdade de Educação Física de Marechal Cândido Rondon fez o curso para árbitros promovido pela Federação Paranaense de Futebol. Daí em diante começou a apitar profissionalmente.
Em 1995, fez o mesmo teste de avaliação física e entrou no quadro nacional da CBF, extinta Conaf. Em 1996 passou no exame de seleção para a Fifa e hoje é aspirante ao quadro da Fifa. No início deste ano começou a fazer mestrado na Unicamp (SP).
Para manter o condicionamento físico, um dos melhores entre os árbitros do Paraná, Roman preparou um programa de treinamento. Ele trabalha velocidade com tiros (arrancadas) de 400, 200, 100 e 50 metros.
‘‘Duas vezes por semana trabalho tiros e nas outras três resistência, com corridas de uma hora, um hora de meia’’, disse.
Na Itália Ainda estudante de cursinho para vestibular de educação física, Eber Roberto Lopes, começou a apitar jogos de futsal pela Confederação Brasileira de Futsal em 87, com 16 anos.
Em 92 ele foi para a Itália, onde fez um estágio de dois anos. ‘‘Aprendi a língua e tomei conhecimento das regras do futebol de campo’’, disse.
Agora, além do cursinho, ele também estuda inglês. Nascido em Londrina, ele já apitou 12 jogos do Campeonato Paranaense, sendo três da primeira divisão, três juniores e seis pelo Torneio da Morte.
‘‘Fiz a final entre o Londrina e Paranavaí, quando o Tubarão venceu por 3 x 0’’, lembrou.
No Campeonato Brasileiro de 96 ele atuou como árbitro auxiliar em 12 jogos. O seu objetivo agora é integrar o quadro nacional como árbitro titular. ‘‘Quero apitar jogos do nacional’’, disse. Para isso ele estuda bastante as regras do futebol e faz academia todos os dias, para manter o condicionamento físico.
AzarUma fisgada na coxa direita pode tirar o auxiliar de arbitragem Maurício Batista dos Santos, 28 anos, do quadro nacional. ‘‘Vamos ver se dá para continuar. Senão tento novamente na repescagem’’, disse.
Auxiliando desde 95, Maurício dos Santos integra o quadro nacional da CBF desde o ano passado. ‘‘Mas agora posso perder a vaga por causa de uma contusão’’, lamentou.

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