Árbitros admitem erro e descartam punição da FPF
Curitiba - O árbitro Ito Dari Rannov e o assistente Paulo César Beskow admitiram ontem o erro no lance que gerou o gol inexistente na partida entre Nacional e Rio Branco. Ambos afirmaram que estão tristes com o ocorrido e não esperam ser afastados, já que tratam o incidente como um engano e não erro de interpretação.
''As imagens não deixam dúvida que a bola entrou pelo lado de fora. Ficamos muito tristes com o que aconteceu. Somos humanos e não erramos por querer. Por ilusão de ótica, a gente errou'', disse ontem à tarde Rannov, em entrevista à rádio CBN Curitiba. Rannov e Beskow garantem que não encontraram buracos nas redes dos gols durante vistoria antes da partida. A cor laranja da bola, segundo o árbitro, pode ter influenciado o erro.
Fato semelhante aconteceu no dia 20 de fevereiro do ano passado, quando o árbitro José Francisco de Oliveira e o assistente Rogério Luder admitiram um gol inexistente na partida entre Atlético e Império Toledo, pelo Paranaense. Ambos foram afastados pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, e acabaram absolvidos em julgamento de última instância no STJD.
Desta vez, porém, Rannov e Beskow não acreditam em punição da FPF, da Comissão Paranaense de Arbitragem ou do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Ambos justificam o engano como erro de fato, acidental, e não erro de direito, de interpretação. As entidades devem manifestar providências sobre o ocorrido ainda nesta semana. (Claudio Yuge/Equipe da Folha)





