São Paulo - A expulsão de Valdivia contra o Flamengo vai render ao jogador, no mínimo, uma bronca. O Palmeiras promete se reunir para discutir qual a melhor forma de cobrar do chileno uma postura mais cautelosa para evitar que volte a ser desfalque neste Campeonato Brasileiro.
O pisão do palmeirense em Amaral foi no jogo que marcava o seu retorno depois de um mês em recuperação de um problema na coxa esquerda. Após a partida, o meia reconheceu ter errado, disse ter agido de forma "idiota" e que não consideraria estranho ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela conduta que teve. "A gente se enroscou e depois, quando ele (Amaral) estava no chão, tive uma reação absurda, idiota e deixei a planta do pé nas costas dele, acho. Não chegou a ser um pisão, mas deixei o pé nas costas dele", admitiu.
"Logicamente eu peço desculpas. Toda vez que me vejo em uma polêmica de terceiro amarelo ou vermelho, é tudo mais do que o normal. Como já falei, foi um lance infantil que eu não podia ter cometido, pela experiência que tenho e pelo momento que vivemos", comentou Valdivia.
O técnico Dorival Junior garantiu que o assunto "seria discutido internamente". "É a típica situação que resolveremos internamente. Isso será conversado lá dentro do clube. A diretoria é competente, o grupo cobra e o Valdivia sabe disso", disse.
A diretoria ainda não definiu se vai multar o atleta ou se ficará apenas na cobrança para que Valdivia tenha mais disciplina em campo. O chileno vai cumprir suspensão automática contra o Goiás, neste domingo, em Goiânia, mas pode ficar fora do time por ainda mais tempo.
O árbitro gaúcho Anderson Daronco relatou o pisão na súmula e o procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, disse nesta quinta-feira que já pediu as imagens do jogo. O lance pode ser enquadrado como agressão ou como jogada violenta. No primeiro caso, a punição seria ficar fora de quatro a 12 partidas. Já na segunda tipificação, a suspensão seria de uma até seis partidas.
Nesta quinta, Valdivia correu pelo campo da Academia de Futebol e participou por alguns minutos de um jogo treino contra jogadores do time sub-20. O chileno passou a maior parte do tempo calado e cabisbaixo. "O elenco deu apoio a ele porque sabemos que é o jogador mais importante para o grupo", disse o atacante argentino Cristaldo.

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