Corinthians 3, Ponte Preta 1 será lembrado por vários motivos, mas não pela atuação do árbitro Elvécio Zequetto, bastante seguro na tarde deste domingo, no Morumbi. Marcou o pênalti que realmente existiu, sofrido pelo meia Carlos Alberto - e desperdiçado por Carlos Tevez -, acompanhou de perto quase todos os lances e não se deixou levar pela pressão da torcida corintiana, que por duas vezes exigiu que ele desse duas faltas que não existiram dentro da área.
No jargão popular, Zequetto pegou uma grande roubada ao ser escolhido como juiz do confronto decisivo, uma rodada após a conturbada e desastrosa atuação de Márcio Rezende de Freitas. Domingo, dia 20, no Pacaembu, estava 1 a 1 no jogo em que o Internacional tentava diminuir a diferença para o primeiro colocado Corinthians - era de 3 pontos, como continua sendo após a rodada deste domingo. Tinga foi derrubado na área por Fábio Costa e o árbitro não só não marcou o pênalti como ainda expulsou o jogador do time gaúcho. Após o confronto, Márcio Rezende admitiu o erro. Tarde demais.
Sobrou para Zequetto pressão total sobre seus ombros. Qualquer vacilo, uma dúvida sequer poderia ficar marcada em sua carreira. Mas nada de grave ocorreu. Logo aos 4 minutos, Izaías, da Ponte, se jogou na entrada da área, esperneou, mas não levou o juiz na conversa. Eduardo, uma, e Tevez, duas vezes, também tentaram simular faltas, ignoradas sem hesitação pela arbitragem.
No pênalti sofrido por Carlos Alberto, foi seguro ao marcar a penalidade. Se houve algum fato contestável, mas sem impacto no resultado, foi o gol da Ponte Preta, feito após claro desvio de Gustavo Nery, contra o gol de seu time. Zequetto anotou o gol para o camisa 7 da Ponte, Éverton.

mockup