A indicação do árbitro Márcio Rezende de Freitas para apitar a finalíssima do Campeonato Brasileiro, domingo, em Porto Alegre, deixou o presidente da Portuguesa Manoel Gonçalves Pacheco preocupado. Afinal, o time já teve problemas com o árbitro em outras partidas, e Pacheco teme que Márcio Rezende repita erros como os da final do Brasileiro de 1995, quando prejudicou o Santos anulando gol legítimo de Camanducaia, na decisão que garantiu o título ao Botafogo-RJ. A desconfiança de Pacheco com o árbitro vem do passado. ‘‘O Márcio Rezende tem vida pregressa, já prejudicou a Portuguesa em outras ocasiões’’, acusa. ‘‘Tenho minhas restrições quanto à indicação dele para uma partida tão importante.’’ Um dos principais incidentes envolvendo a Portuguesa e o árbitro aconteceu numa partida contra o Santos, na Vila Belmiro, no Paulistão de 1995. Márcio Rezende anulou um gol legítimo do zagueiro Gilmar no último minuto, que daria a vitória à equipe do Canindé.
Nas finais do campeonato, a Portuguesa vem derrubando o mito de que sempre seria prejudicada pela arbitragem em momentos decisivos. A equipe não teve do que reclamar nos jogos contra Cruzeiro, Atlético-MG e na partida de ontem contra o Grêmio. As queixas, ao contrário, vieram do técnico gaúcho Luiz Felipe Scolari, que achou que o árbitro Sidrack Marinho foi muito rigoroso na aplicação dos cartões.
Os comentários do presidente Pacheco sobre seu temor com relação a Márcio Rezende de Freitas é uma maneira da Portuguesa tentar evitar possíveis problemas no domingo. Desde já, está lançada uma pressão sobre o árbitro. O trabalho de bastidores, na hora da decisão, também conta. A Portuguesa vai amadurecendo dentro e fora do campo. O técnico Candinho prefere evitar criar mais polêmica: ‘‘Só espero que o árbitro cumpra a regra e apite aquilo que acontecer durante a partida’’.
Satisfeito em poder contar com todos os jogadores para a partida decisiva de domingo, Candinho preferia falar sobre o jogo, deixando de lado o problema da arbitragem. E o técnico lembrava, a exemplo das partidas disputas no Mineirão, que a Portuguesa precisará jogar com inteligência. ‘‘Nós conseguimos reverter o resultado pela terceira vez, mas não podemos esquecer que o Grêmio é um time duro, acostumados às decisões’’, lembrava.
Para Candinho, o Grêmio já mostrou tudo isso no primeiro jogo, quando atacou a Portuguesa dentro do Morumbi, mas acabou atrapalhado pelo gol de falta marcado por Gallo e pela expulsão de Marco Antonio. Mas o técnico não escondeu que a velocidade de Alex Alves e Rodrigo poderá ser decisiva para a conquista do título.

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