Os problemas do Londrina com o árbitro Felipe Gomes da Silva não acabaram no domingo, quando ele apitou o final do jogo contra o Coritiba. O Tubarão deve ter muita dor de cabeça pela frente, com prováveis punições ao zagueiro Gilvan e ao volante Diogo Roque, além de uma possível perda de mando de campo. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) publicou ontem a súmula da partida e o árbitro carregou nas acusações.
Os dois jogadores foram expulsos pelo árbitro. Gilvan recebeu o vermelho na confusão gerada após o gol do Coritiba. Na súmula, Silva disse que foi agredido pelo defensor alviceleste. "Havia atletas do Londrina E.C. postados ao meu redor, quando o atleta expulso (Gilvan) aproveitando-se da situação, aproximou-se lateralmente e desferiu um soco que atingiu as minhas costas", descreveu. "Após a apresentação do cartão vermelho, o referido atleta partiu em minha direção de forma ríspida, totalmente transtornado, ficando face a face, sendo contido por seus companheiros de equipe", continuou.
Já Diogo Roque foi expulso após o término do jogo, quando houve nova confusão com o árbitro. "Por protestar com as seguintes palavras contra a arbitragem: 'seu filho da puta, ladrão. Conseguiu o que queria'", escreveu na súmula.
O árbitro relatou ainda uma suposta agressão do gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, a um dos auxiliares. "Após o término da partida, (…) apresentou-se uma pessoa identificada como sendo sr. Sérgio Luiz Malucelli, (…) que aproveitando-se da quantidade de pessoas ao redor da equipe de arbitragem, desferiu um soco na cabeça do assistente número 1, sr. Moisés Aparecido de Souza, fato presenciado por esse árbitro e também pelo assistente número 2, Adair Carlos Modini", delatou.
Felipe Gomes da Silva ainda relacionou os objetos atirados no gramado por torcedores. Segundo o árbitro, foram dois rádios portáteis e um relógio de pulso.
A diretoria do Londrina não teme por uma punição mais severa, nem aos dois atletas nem em relação à possível perda de mando de jogo. De acordo com o presidente do clube, Cláudio Canuto, a atuação do árbitro é, segundo ele, a justificativa para as infrações.
Canuto também revelou que a direção alviceleste pretende denunciar Silva ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR). "Vamos exigir que ele vá lá se explicar pelo que fez. Tem que ser julgado como são os jogadores", cobrou o presidente.
Canuto disse ainda que o clube deve acionar o árbitro na esfera civil, com um processo por danos materiais. "Queremos ainda a exclusão dele do quadro da Federação e que pelo menos não apite nunca mais um jogo do Londrina", continuou o dirigente.
O presidente da FPF, Hélio Cury, prometeu no domingo dar prioridade à análise do jogo para definir quais medidas serão tomadas. De acordo com a assessoria de imprensa da FPF, ele se reunirá com a Comissão de Arbitragem na quarta ou quinta-feira.

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