O árbitro Valdir de Córdova Bicudo reafirmou ontem acusações que fez na segunda-feira, na Rádio Clube Paranaense, contra o presidente do Coritiba, Joel Malucelli. Segundo Bicudo o dirigente coxa teria insinuado que ele poderia ajudar o Coritiba, no Atletiba do dia 13 de maio, Atlético 5 x 2.
‘‘Vou apresentar minhas declarações de renda, a documentação do meu carro (Parati, ano 79) e apresentar o que faço no dia-a-dia. Não tenho animosidades contra o Coritiba. Mas os árbitros precisam ser respeitados. Só peço que se quebre o sigilo telefônico do presidente do Coritiba’’, disse Bicudo. O assunto será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), da FPF, que já pediu as fitas para degravação.
Segundo Bicudo, o presidente do Coritiba teria lhe telefonado no dia 8 de maio. ‘‘Achei estranho que ele já soubesse quem iria apitar o clássico’’, disse. O presidente do Coritiba afirma que a bronca do árbitro era porque não iria apitar os jogos finais. ‘‘Não vetamos ninguém. Ele se achou prejudicado pois nem foi citado para apitar e resolveu brigar comigo’’, disse Malucelli.
O clube não vai entrar com nenhuma representação contra o árbitro. O dirigente disse, entretanto, que Bicudo não deve mais trabalhar em jogos do Coritiba. Sobre os telefonemas dados ao árbitro, Malucelli foi incisivo. ‘‘Não lembro direito. Posso até ter retornado alguma ligação. Como presidente de um clube converso com muita gente’’.
Segundo Joel Malucelli, ontem o árbitro já se mostrava arrependido das acusações que fizera. ‘‘Isso não vai dar em nada. O Bicudo é uma pessoa muito temperamental e explosiva. Ele deve ter refletido no que fez’’, afirmou o presidente do Coritiba. Bicudo disse que não iria mais se pronunciar sobre o assunto. ‘‘Só falo agora no tribunal’’.

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