Os 12 clubes que disputam a primeira divisão do Campeonato Paranaense de 98 definiram, depois de um arbitral financeiro bastante tumultuado, os rumos da competição no que se refere às rendas, taxas e quotas de transmissão de jogos pela TV. Em relação a 97, os clubes não definiram, grandes mudanças. A única questão que ainda está pendente refere-se às transmissões dos jogos.
Rio Branco (Paranaguá), Mastubara (Cambará) e Iraty, são os três únicos times que ainda não assinaram o contrato de transmissão das partidas do Campeonato Paranaense. O acordo de transmissão foi assinado em novembro do ano passado. A FPF, os presidentes dos 12 clubes e a empresa de marketing esportivo Traffic, de São Paulo, se reuniram para discutir as bases do contrato. Rio Branco, Matusbara e Iraty não concordaram com os valores a serem pagos e se recusaram a assinar.
Os preços dos ingressos serão liberados e cada clube fica autorizado a definir o valor a ser cobrado, a partir de um valor mínimo. Para as partidas a serem realizadas no interior os ingressos custarão: R$ 3,00 (arquibancada), R$ 10,00 (cadeiras), mulheres pagam R$ 1,00 e menores de 14 anos credenciados não pagam ingresso. E para os jogos com mando de times da capital, o mínimo será de R$ 10,00 (cadeiras), R$ 5,00 (arquibancada) e R$ 2,00 (senhoras e menores de 14 anos credenciados).
A taxa de arbitragem foi dividida da seguinte forma: os árbitros do quadro da CBF receberão R$ 550,00; os do quadro Especial R$ 500,00 e os do quadro básico da FPF terão direito a R$ 450,00. Além destes valores os árbitros também terão direito a mais 1% do valor bruto da renda do jogo. O árbitro principal ficará com 50% e os auxiliares dividirão os outros 50% (25% para cada). O tesoureiro da FPF, representantes da CBF e árbitros reservas receberão R$ 200,00 cada. As taxas valem para a primeira fase do Campeonato Paranaense.

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