Arbitragens preocupam brasileiros
Arquivo FolhaPara Zagallo, as arbitragens poderão complicar para o BrasilA opção dos participantes da Copa Ouro pela violência como arma para impedir que a Seleção Brasileira tenha facilidades para vencer - o empate com os jamaicanos permanece entalado na garganta dos jogadores do Brasil - e o fraco nível dos árbitros também mereceram críticas do técnico Zagallo e da equipe que está nos Estados Unidos. Zagallo quer que todo mundo fique atento daqui para a frente, ou seja, até o fim da participação brasileira na Copa do Mundo da França, na ação dos árbitros. Estou alertando desde já, porque a coisa não vai ser fácil.
O atacante Edmundo, sempre muito visado pelos adversários, contou que ouviu o técnico Renê Simões, da Jamaica, incentivar seus jogadores a fazer faltas para conter os ataques brasileiros. É triste ver as cobranças caírem apenas sobre a gente e ter um árbitro que fez vistas grossas para as porradas que tomamos, afirmou. Nós temos sempre de ser leais, não podemos cometer faltas, só que os adversários não agem assim conosco. Ele propôs uma mudança de postura da equipe. Acho que temos de jogar com a mesma determinação deles nesse sentido.
De qualquer forma, Edmundo discorda das desconfianças de Zagallo quanto às arbitragens da Copa do Mundo. O jogador da Fiorentina, mesmo sem saber ainda se estará entre os 22 relacionados para França, está seguro de que no Mundial a violência será contida. Penso assim porque, numa copa, todo o mundo estará olhando cada detalhe com o maior interesse, coisa que não acontece neste torneio dos Estados Unidos, comparou. Aquele juiz (Esfandiar), por exemplo, se apitar na Copa como fez no nosso jogo com a Jamaica certamente não seria mais escalado. A preocupação é que a arbitragem queira nivelar a competição por baixo.
Romário, que na ausência de Dunga foi contemplado por Zagallo com a braçadeira de capitão do time, acha tudo muito natural. Ele assumiu a responsabilidade pelo empate da estréia - Se os gols não saíram naquele jogo a culpa foi toda minha, pois perdi várias oportunidades -, mas não se surpreende com a atitude dos adversários. Olha, até a Argentina, que já foi campeã do mundo, se nos enfrentar nesse momento vai jogar fechadinha e utilizando todos os recursos dos outros que são muito mais fracos.
Taffarel, que no próximo jogo contra El Salvador, em Los Angeles, domingo, completará 100 jogos com a camisa da CBF, acha que o Brasil tem de saber tirar proveito de tudo isso. É mais uma experiência que estamos passando e temos de aprender a superar todos obstáculos que vierem surgindo porque na Copa do Mundo as adversidades serão muito maiores.





