Os comentários indignados da diretoria do Arapongas quanto à interdição do Estádio dos Pássaros para jogos do Campeonato Paranaense deram lugar à resignação. Cientes de que não adianta mais espernear, o jeito foi se conformar com o prejuízo dentro e fora de campo. No domingo, a equipe fará seu quinto jogo como mandante fora de casa. O adversário é o Corinthians Paranaense. A partida será no Estádio Albino Turbay, em Cianorte.
O motivo do veto ao campo do Arapongas está justamente no gramado. Apesar do longo tempo que teve para cuidar da principal parte para a realização de uma partida de futebol, a prefeitura local, responsável pelo estádio, não deu a atenção devida ao problema. Depois de liberar jogos em tinta verde ou areia para preencher os vários buracos do campo, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) jogou duro com o Arapongas, interditando o local, o que obriga a equipe a mandar seus jogos num raio de 100 quilômetros de distância.
No primeiro jogo do returno após a interdição, contra o Atlético, a diretoria ameaçou entrar na justiça e os torcedores usaram as redes sociais e faixas com frases de protestos durante a transmissão da partida para reclamar da proibição.
O gerente de futebol do Arapongas, não crê que a manutenção do veto seja uma retaliação aos protestos. Prefere acreditar que sejam questões técnicas e de segurança mesmo. ''Não acredito em retaliação, não. Mas nem sei o que dizer. Acredito que liberam para as duas últimas rodadas. Vamos esperar'', disse, em tom de resignação.
De acordo com o dirigente, o clube estima que teve um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil levando em consideração bilheteria e despesas extras por conta de deslocamento, hospedagem e aluguel de estádio.
De acordo com o presidente da Comissão de Vistorias da FPF, o engenheiro Reginaldo Cordeiro, existe sim a possibilidade de liberação do Estádio dos Pássaros para os jogos contra Paranavaí, dia 10 de abril, e Roma, dia 1º de Maio. ''Na última vistoria, na semana passada, a grama ainda não estava legal, estava meia solta. Fiz um parecer dizendo que em 15 dias não havia condições (de jogar lá)'', disse Cordeiro, que deve fazer uma nova visita ao local no próximo dia 5.

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