O Apucarana joga hoje as últimas fichas para tentar a classificação à segunda fase da Divisão de Acesso e não ser eliminado de um torneio em que seis equipes de oito participantes avançam. Mais do que seguir na briga por uma vaga na elite do futebol paranaense, o time precisa da classificação para conquistar o torcedor na nova casa.
A Segundona é a primeira competição do clube gerado a partir da fusão entre Cincão e Roma. Surgiu com o objetivo de unir as forças de dois empresários e fazer do novo time uma força dentro de campo e fora dele. Por enquanto, porém, não conseguiu nem um, nem outro objetivo.
O finado Cincão Esporte Clube nasceu com o objetivo de ser o segundo time no coração do londrinense, atrás do Tubarão. Viu os concorrentes ao posto mandarem os jogos em outras cidades devido à falta de torcida e patrocínio e em busca de apoios e reduções de despesas. O PSTC agora é de Cornélio Procópio. A Junior Team foi para Sertanópolis. E em maio deste ano, o time dos Cinco Conjuntos decidiu encerrar seu ciclo em Londrina, pegar as malas e ir para a "Capital do Boné. Se fundiu com o Roma e virou Apucarana Sports.
Nos jogos que fez viu um público maior do que estava acostumado em Londrina. Porém, ainda abaixo do que se esperava. Os públicos nos três jogos que fez em casa foram caindo conforme o time ficava sem somar pontos. Na estreia, diante da Junior Team, foram 618 pagante, mas o time perdeu. Veio o jogo contra o NAC e o público diminuiu para 284. Na terceira e derradeira partida, domingo passado, diante do Francisco Beltrão, foram apenas 91 testemunhas.
Então dono do Cincão, Gilberto Ponce, hoje vice-presidente do Apucarana, não reclama dos números e espera um crescimento gradativo. Conta, entretanto, com a classificação para a segunda fase para estimular os apucaranenses. Ele acredita que a desistência de São José e Colorado e o fraco futebol do time prejudicaram a conquista de simpatizantes. "Nós tínhamos dois jogos seguidos em casa no início da competição, mas os dois adversários desistiram. Estreamos fora e perdemos. Daí jogamos em a Junior Team em casa, não deu tanta gente, mas já estava bom. Também perdemos. Aí, quando não tem o resultado dentro de campo, a torcida não vai mesmo", resumiu o dirigente. "Se nos classificarmos, na segunda fase pode dar gente", afirmou esperançoso.
Se a torcida não cresceu consideravelmente, as despesas diminuíram. De acordo com Ponce, em média o gasto do time é de R$ 2 mil a menos por partida em casa. Além disso, conseguiu acordos com os três patrocinadores. "Nós não conseguimos grandes coisas, mas está melhor do que Londrina. Temos três patrocinadores, que já deixam uma boa ajuda. Temos uma casa, um estádio para jogar. Além disso, o Sub-20 está alojado no estádio Bom Jesus da Lapa". "A parceria com o Sérgio (Kowalski, presidente) e com a cidade está muito boa. Só o time dentro de campo que não está rendendo. O planejamento não deu certo, mas futebol não é matemática perfeita".
O Apucarana soma quatro pontos, contra cinco da Junior Team. Para se classificar ao hexagonal, precisa vencer o PSTC em Cornélio Procópio e torcer para que a Junior Team não vença o lanterna Francisco Beltrão fora de casa. Caso empate o jogo, aí terá que torcer obrigatoriamente por um derrota do rival. Neste caso, avança no saldo de gols.
Além destes dois jogos, a rodada será completada por Cascavel x Paranavaí. Todas as partidas serão às 15h30.

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