Com o esperado duelo das Ferrari de Michael Schumacher e Eddie Irvine e as McLaren de Mika Hakkinen e David Coulthard, o Campeonato Mundial de Fórmula 1 prossegue hoje com o GP da Espanha, no circuito da Catalunha, com a quinta etapa da temporada. Schumacher lidera o campeonato com 26 pontos, secundado pelo fiel escudeiro Irvine, com 18. O atual campeão Hakkinen vem em terceiro com 14 e vai lutar para tentar diminuir a diferença. O brasileiro Rubens Barrichello, da Stewart, terá outra oportunidade para terminar entre os seis primeiros. A Rede Globo mostra a corrida ao vivo a partir das 9 horas.
Um pista de alta velocidade, onde o consumo de combustível e o desgaste dos pneus é maior, a corrida de hoje é favorável para a McLaren, que possui ainda o melhor carro da categoria. Schumacher, que não é bobo, afirmou logo após a vitória em Mônaco, que a McLaren era a favorita na Espanha. Mas a estória pode ser diferente. No treino de sexta-feira, por exemplo, Irvine e Schumacher fizeram os melhores tempos. ‘‘A aerodinâmica no circuito da Catalunha é muito importante, a McLaren leva vantagem nesse caso e talvez até com relação ao motor’’, avaliou o líder.
No confronto entre o motor Ferrari e o Mercedes, da McLaren, Schumacher acredita que também nesse aspecto a escuderia inglesa está na frente da italiana. Paolo Martinelli, responsável pelo V-10 da Ferrari, está submetendo seu motor a um regime. O V-10 alemão é menor e mais leve que o italiano. Para a próxima temporada a Ferrari também terá o seu minimotor, como fizeram este ano a Mercedes e a Ford, cujos V-10 pesam pouco menos de 100 quilos.
O inglês Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, acredita, como Schumacher, que Mika Hakkinen e David Coulthard serão mais rápidos que a dupla da Ferrari em Barcelona. ‘‘Mas nas etapas seguintes nós os pegaremos de novo’’, desafiou. Depois do GP da Espanha o calendário prevê a prova de Montreal, no Canadá, dia 16, disputada também num circuito não permanente, como Mônaco, onde a Ferrari se adaptou melhor que a McLaren.
Correndo apenas para tentar terminar entre os primeiros, a outrora poderosa Williams comemora hoje a disputa de 400 GPs na F-1. Só que nesta temporada não há nada para festejar. Hoje, a perspectiva de a Williams voltar a ganhar é muito pequena. ‘‘Estamos atravessando uma fase de transição’’, explica Frank Williams, à espera do motor BMW no próximo campeonato.
Rubens Barrichello, da Stewart, demonstrou preocupação com o avanço da Jordan em Mônaco. Heinz-Harald Frentzen, piloto do time irlandês, era mais rápido que ele durante a corrida. Com o anúncio de que a Honda não mais terá time próprio na F-1, e trabalhará apenas fornecendo seus motores para a BAR e a Jordan, as dificuldades de Barrichello podem aumentar. Para a corrida de hoje os carros da Jordan terão uma versão nova no motor Mugen Honda.
Depois de quatro etapas sem conseguir chegar ao final, Pedro Paulo Diniz acha que os treinos preparatórios revelaram uma evolução da Sauber. Diniz disse que o novo fundo do carro, desenhado especialmente para as características de alta velocidade do circuito de Barcelona, melhorou consideravelmente a eficiência aerodinâmica do C18. ‘‘Barcelona pede um motor forte, mas também é uma pista onde a aerodinâmica pode fazer a diferença’’, analisa.France PresseEm desvantagemHakkinen descansa no box da McLaren durante o treino livre de sexta-feira: Schumacher lidera com 26 pontosAgência Estado e Redação

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