São Paulo - A aprovação para a realização das eleições diretas para presidente do Palmeiras, ocorrida em votação dos conselheiros na noite da última segunda-feira, faz com que o clube inicie um novo marco, no qual as estruturas e conchavos políticos e nomes no comando palmeirense possam mudar drasticamente a médio prazo.
A eleição para eleger um novo presidente em janeiro do ano que vem continua sendo responsabilidade dos 284 conselheiros do clube. Mas o processo deve mudar nos pleitos seguintes. Para oficializar a alteração aprovada na segunda-feira basta que em novembro - em dia ainda não definido - 50% mais um dos sócios aprovem a medida.
Com a mudança, ao invés de 284 conselheiros, oito mil sócios passarão a ter direito ao voto na eleição presidencial palmeirense. Poderão se candidatar conselheiros que já tenham cumprido três mandatos e tenham pelo menos 10% de votos no Conselho, em Assembleia que deve acontecer em outubro de 2014.
Uma das novidades das eleições diretas é que a eleição, ao invés de acontecer em janeiro de 2015, deve ser antecipada para o fim de novembro de 2014. Com isso, o novo presidente assume o clube logo após o término do Brasileirão.
No próximo dia 22, as emendas protocoladas para serem votadas serão discutidas. Entre elas, a alteração de dois para três anos o tempo de mandato do presidente e que para se candidatar o conselheiro tenha 25% dos votos e não 10%, como atualmente está sendo previsto.
Com a alteração, algumas figuras bastante conhecidas pela torcida devem perder espaço na política do clube. Caso, por exemplo, dos ex-presidentes Mustafá Contursi e Affonso Della Monica e do atual presidente Arnaldo Tirone. Eles possuem boa abertura entre os conselheiros, mas são rejeitados pelos sócios.

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