Apreensão e medo dão lugar a confiança
Buenos Aires - A derrota para o River Plate na Argentina por 3 a 2 no jogo de ida das oitavas-de-final da Libertadores ficou em segundo plano para a direção do Corinthians. O maior problema no momento é convencer Carlitos Tevez a ficar no clube, pelo menos, até o fim do ano. E nem bem acabou o jogo na quarta-feira e Kia Joorabchian, presidente da MSI, já usava sua estratégia para convencer o ídolo corintiano a abrir mão do sonho de jogar na Europa.
Vai usar a felicidade do jogador no Brasil para demovê-lo da idéia de atuar na Espanha. O carinho da torcida do Corinthians, o respeito dos companheiros e até o bom tratamento recebido pela imprensa serão utilizados. ''Ele está muito bem no Brasil, sem motivos para querer ir embora'', disse Kia, já colocando em prática sua tática para manter Tevez.
O atacante deixou a Argentina por não aguentar tanta perseguição de jornalistas e de alguns torcedores mais exaltados. Encontrou a paz no país vizinho e este argumento será bastante explorado.
Está certo que Carlitos mantinha um papo informal com compatriotas no vestiário, após a partida. Mas passou despercebida a presença do repórter Osmar Garraffa, da Rádio Gazeta. O jogador acabou garantindo, com todas as letras, ''será muito difícil o Corinthians segurá-lo após a Copa.'' Ele fala abertamente da vontade de desfilar sua garra e espírito de luta nos gramados espanhóis. Tem alguns companheiros de seleção por lá, como por exemplo, Messi, no Barcelona, e Riquelme e Sorín, no Villarreal.
''Ele está muito feliz aqui, não tem problemas,'', repete Kia. ''E como o Corinthians vive bom momento, todos vão querer. Não temos propostas, mas é visível, logo virão atrás de Tevez, Carlos Alberto, Mascherano... O importante é não termos vontade de negociá-los'', respondeu Kia.
O homem do dinheiro corintiano ainda deixou a torcida mais tranquila ao afirmar que contratará, em definitivo, o atacante Nilmar. ''Temos a primeiro opção de compra e vamos usá-la. Eles (Lyon, dono dos direitos federativos) querem 10 milhões, vamos pagar 10 milhões. E não será parcelado como falam por aí'', garante Kia.





