Aposentado, Alex segue as filhas em torneios de tênis
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domingo, 10 de janeiro de 2016
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Aposentado dos gramados há pouco mais de um ano, o ex-meia Alex encontrou no tênis uma maneira de não se afastar do esporte. É a forma também do ídolo do Palmeiras, Coritiba, Cruzeiro e Fenerbahce da Turquia ficar próximo da família.
Alex esteve na última semana em Londrina acompanhando as duas filhas, de 12 e 9 anos, no Circuito Sul-Brasileiro de Tênis, realizado nas quadras do Londrina Country Club.
A paixão pela modalidade começou com a esposa e encantou também as filhas. "A Daiane sempre gostou de tênis e quando estávamos na Turquia começou a praticar. A minha filha mais velha, na época tinha três anos, ia junto e ficava lá catando bolinha. Gostou tanto que pediu para treinar", revelou.
Quando a família retornou ao Brasil, em 2012, a filha seguiu no tênis e foi jogar pelo Clube Curitibano, onde passou a disputar torneios oficiais. A paixão contaminou também a irmã. "Eu, como hoje não faço mais nada, acompanho elas nos torneios pelo Brasil". Segundo Alex, a esposa continua praticando tênis, mas ele não tem muita intimidade com a bolinha. "Eu brinco de vez em quando, mas não é a minha não. Até porque meu tornozelo não aguenta. Estou no tênis por elas", garante.
Sabedor das dificuldades enfrentadas por um atleta de ponta, o ex-jogador afirma que as meninas estão no tênis só por diversão e que não há nenhuma cobrança de dentro de casa para seguirem carreira. "Elas jogam por jogar, como qualquer criança fazendo esporte. Vai chegar uma hora em que elas terão que optar. Mas, ainda é muito cedo".
Comentarista dos canais ESPN, Alex acompanha o futebol de fora e como um torcedor. Em 2015, chegou a ser convidado para ser dirigente do Coritiba, mas declinou do chamado. "Observei que o clube não tinha uma linha a ser seguida, como acontece com a maioria das nossas equipes", frisou. Um dos líderes do movimento que criou o Bom Senso FC, Alex viu com bons olhos a criação da Primeira Liga, competição que vai abrigar 12 clubes do Sul, Sudeste e Minas Gerais, apesar do formato enxuto. "É um embrião que pode resultar em frutos no futuro".
Alex guarda boas lembranças de Londrina, onde jogou muitas vezes no início da sua carreira no futsal e quando brilhou com a seleção brasileira no Pré-Olímpico de 2000, disputado no estádio do Café. O ex-camisa 10 fez questão de ressaltar o bom trabalho desenvolvido no Londrina e elogiou a postura da direção, que mantém o técnico Claudio Tencati no comando há cinco anos.
"Mostrou que há uma linha no clube e os resultados apareceram. O Tencati já demonstrou que tem capacidade e qualidade. Resta saber agora se, em uma competição com padrão melhor, esta linha de pensamento será mantida se houver uma sequência negativa".


