Após vitória, Venezuela 'assusta' Seleção
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terça-feira, 07 de outubro de 2008
Das Agências 
Teresópolis - A histórica derrota que o Brasil sofreu para a Venezuela por 2 a 0, em junho, em um amistoso em Boston, fez com que o discurso de parte dos jogadores que se apresentaram ontem na Granja Comary, em Teresópolis, fosse inimaginável alguns anos atrás: elogios e respeito excessivo aos venezuelanos, que ''já mostraram que não são mais aqueles bobos de antigamente''.
''Aquela derrota serve para nos mostrar que não vai ser fácil. Antigamente, quando se jogava Brasil e Venezuela, era fácil, se falava em cinco, seis gols de diferença. Hoje não tem como prever isso. É só dar uma olhada e ver como o futebol venezuelano cresceu'', disse o goleiro Júlio César.
O Brasil se prepara para enfrentar a Venezuela no domingo, em San Cristóbal, e a Colômbia, na próxima quarta-feira, no Maracanã, em mais duas rodadas das Eliminatórias. Se vencer os dois jogos, pode até assumir a liderança, desde que o Paraguai não vença os seus duelos. Segundo os atletas, porém, antes é preciso vencer os complicados adversários.
Mas a Venezuela é o saco de pancadas histórico da Seleção Brasileira. Em Eliminatórias, nenhum time perdeu tanto e levou tantos gols - em 12 jogos foram 12 vitórias, com 45 gols marcados e só um sofrido. ''Se a Seleção Brasileira não joga bem hoje em dia, os rivais têm mais qualidade para equilibrar as partidas. Antigamente não era assim. O Brasil jogava mal, mas conseguia vencer'', analisou o lateral-direito Daniel Alves.
Retorno
De volta à Seleção Brasileira após quase um ano, o meia-atacante Kaká disse estar pronto para os jogos pelas eliminatórias à Copa-2010. ''Estava com saudade da Seleção. Minha recuperação agora é completa, no clube e na Seleção'', disse o jogador. A última atuação de Kaká com a Seleção foi no dia 21 de novembro, na vitória por 2 a 1 contra o Uruguai, no Morumbi, também pelas Eliminatórias. Depois, enfrentou problemas físicos e não voltou a ser convocado.
Kaká também falou sobre o meia-atacante Ronaldinho, seu companheiro no Milan, que, desta vez, não foi convocado pelo técnico da Seleção Brasileira, Dunga. ''Estou 100%, e o Ronaldinho está melhorando. Ele precisa de continuidade. Está com muita fome de bola'', falou.
O Brasil está em segundo lugar nas eliminatórias, com 13 pontos - o Paraguai lidera com 17. Por isso, os próximos jogos são encarados como decisivos pelos jogadores.


