Após vaias, vôlei pede apoio da torcida
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Agência Estado 
Rio - Apesar de ser a atual campeã olímpica e bicampeã mundial, além de outros inúmeros títulos conquistados nos últimos anos, a seleção brasileira masculina de vôlei foi vaiada pela torcida na estréia do Pan do Rio, segunda-feira à noite, no Maracanãzinho, durante a vitória sobre o Canadá. Mas os protestos foram exclusivos ao técnico Bernardinho e ao seu filho, o levantador Bruno - tudo por causa do corte do também levantador Ricardinho, que ainda não foi aceito pelos torcedores.
O treino da equipe do Brasil na manhã de ontem foi cancelado e os atletas passaram o dia na Vila Pan-Americana. Alguns ficaram surpresos com a atitude da torcida. Foi o caso do líbero Escadinha. ''A gente nunca espera ser vaiado em casa, foi uma atitude que me pegou de surpresa. O Ricardo faz falta, mas esta é a seleção que temos no momento e espero que a torcida passe a nos apoiar'', disse o jogador.
Dante também ficou chateado com a reação da torcida que lotou o Maracanãzinho e saiu em defesa de Bruno. ''Quem tem a menor responsabilidade em toda essa história é ele. Ele leva o peso de ser 'o filho do homem''', afirmou.
Bernardinho, por sua vez, agiu com tranquilidade. ''Fica uma atmosfera mais humana, acaba com a história de que a unanimidade é burra. Fui vaiado várias vezes quando eu era levantador porque queriam ver o William'', lembrou o treinador.
Bruno também foi bastante sereno. ''Todo mundo queria ver o Ricardinho, até mesmo eu queria vê-lo. Espero que a torcida nos entenda e nos apóie, como fez no fim do jogo (contra o Canadá)'', pediu o levantador.
A seleção enfrenta o México hoje, às 15 horas, na última rodada da fase de classificação.


